Tecnologia versus emprego nos condomínios

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Sempre gosto de começar qualquer artigo que escrevo contando uma história e este não será diferente.

Em 1812, algo extraordinário aconteceu. Neste ano, em Nottingham (Inglaterra), começaram a surgir os primeiros teares automatizados pelos moinhos. Cada tear automatizado substituiu 10 operários. Este foi o início da Primeira Revolução Industrial.

Eles eram muito mais rápidos, com maior qualidade dos fios e com menor perda de matéria-prima. Neste ano, o senhor Lord Byron subiu à Câmara de Lordes para comentar sobre um projeto de lei que tornaria a destruição de teares automatizados um crime punível, com pena de morte.

Nesta época, 90% da população mundial vivia na pobreza extrema com apenas US$ 1,90 por dia. Agora, com tanta tecnologia, este índice caiu para cerca de 9%, um dos menores patamares da história.

Lord Byron achava absurdo para a humanidade substituir o trabalho humano para o automatizado. Em menos de oitenta anos já eram mais de trezentos mil destes novos teares automatizados só na Inglaterra, o que era algo surpreendente para a época.

Um estudo recente de dois professores do MIT - examinando 28 setores industriais de 18 países membros da OCDE, entre 1970 e 2018 - concluiu que o incremento tecnológico provocado pela automação não teve impacto negativo sobre a oferta de vagas de emprego. Pelo contrário, a automação reduziu o nível nacional de desemprego.

Diante disso, fica a reflexão:

Será que os teares automatizados ajudaram no conforto, segurança e bem-estar da população? Será que milhares de pessoas tiveram acesso a roupas que antes não tinham?

Será que se eles não tivessem sido criados, as pessoas em situação de vulnerabilidade financeira teriam acesso a roupas de qualidade?

O que essa história tem a ver com os condomínios? TUDO.

Muitas tecnologias estão chegando e temos que estar preparados para absorver e não deixar nossos condomínios obsoletos. Sempre gosto de citar que acredito que toda solução que um condomínio vai adquirir daqui para frente tem que estar conectada com estes 3 pilares:

- Convivência;

- Segurança;

- Economia.

Todo serviço repetitivo no seu condomínio vai ser substituído e vou citar algumas soluções para que você possa ter uma ideia do que está por vir:

- A Assembleia Virtual chegou e não tem mais volta;

- A prestação de contas online já no 5º dia útil do mês.

Nestes dois exemplos algumas administradoras trocaram seus funcionários para os modernos softwares de gestão condominial, como, por exemplo, o Superlógica.

- Os módulos de automação farão acionamento das luzes da quadra, bomba d'água, irrigação do jardim, e todas serão automatizadas;

- A Portaria Remota já é uma grande realidade no Brasil, onde milhares de condomínios já não imaginam mais voltar para a portaria tradicional, pois agora se sentem muito mais seguros. Com a economia gerada, investem em outras modernizações para o bem estar coletivo;

- Os pintores que levam meses para pintar seu condomínio serão substituídos por robôs, onde o condomínio poderá alugar estes robôs de pinturas, que serão mais baratos e terão menor risco em todos os sentidos.

Para finalizar, gostaria de dar duas dicas para vocês síndicos, conselheiros e condôminos:

“A questão para todas as indústrias e empresas (ou condomínios), sem exceção, não é mais ‘haverá ruptura em minha empresa?’, mas quando ocorrerá a ruptura, e como ela afetará a mim e a minha organização (condomínio)?” (Ref.: Klaus Schwab)

Nos próximos 5 anos, pode ter certeza, teremos mudanças gigantescas nos nossos condomínios, não fiquemos para trás.

Uma parte deste texto foi inspirada no livro fantástico chamado Inovadores (fica uma dica mega power).


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Odirley Rocha

Especialista em segurança e futuro condominial, tem MBA em Gestão de Segurança Empresarial e é diretor comercial do Porter Group. Mais informações: odirley.rocha@portergroup.com.br.