Segurança do perímetro condominial

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Especialistas em segurança condominial alertam que os bandidos acessam os condomínios especialmente pela porta da frente, em falhas de procedimentos, ou mesmo na total ausência deles. Apesar dessa tendência, o perímetro não pode ser descuidado. “Há dois tipos de invasão a condomínios: a entrada autorizada, quando o porteiro abre o portão para o bandido entrar, ou a forçada, menos comum. De toda forma, o grande objetivo ao melhorar a segurança do perímetro do condomínio é inibir as invasões”, pondera o especialista Nilton Migdal, graduado em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo, com especialização master em Business Security.

Para melhorar a segurança do perímetro condominial, Nilton sugere reforço na iluminação, barreira física e, acima dela, outro obstáculo. Segundo o especialista, é preciso investir tanto na iluminação constante como em sensores de presença, o que deve estar associado a câmeras. Já a barreira física, seja muro, grade ou vidro, deve ser complementada preferencialmente com cerca elétrica. “Prefiro a cerca aos sensores. Ela, por si só, é inibidora da ação do ladrão porque dá o choque e soa o alarme, antes da invasão. Já o sensor de infravermelho ativo só dispara o alarme depois que o bandido está dentro do condomínio”, compara.

Para Sérgio Ribeiro, diretor secretário da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), a cerca eletrificada possui um princípio de funcionamento bastante simples. “O sistema é basicamente composto por um eletrificador que gera tensão aplicada nos fios presos aos isoladores. Estes, por sua vez, estão presos às hastes que compõem a cerca de proteção. Após percorrer os fios da cerca, a tensão volta ao eletrificador, que efetua uma ‘medição’. Caso o valor medido esteja abaixo do valor mínimo que foi ajustado durante a instalação, o equipamento dispara um relé de saída, acionando o alarme”, orienta.

Apesar de simples, todo cuidado é pouco com a aquisição e instalação de cercas elétricas. Conforme Sérgio, o primeiro passo é contratar uma empresa legalmente constituída, com capacitação técnica e atendimento pós-venda comprovados. “Depois, o consumidor deve checar se o equipamento eletrificador atende às exigências da norma ABNT. É importante frisar que não existe legislação federal sobre o assunto, mas vários estados e municípios brasileiros já criaram suas leis que regulamentam a instalação de cercas eletrificadas e mais de 90% delas exigem que o equipamento eletrificador obedeça às normas técnicas editadas pela ABNT”, aponta.

Além das cercas, há barreiras mais ostensivas para o perímetro, como as concertinas. “Certamente segurança é ‘ostensividade’”, observa Nilton Migdal. Porém, ele indica que muros muito altos e completamente fechados podem significar riscos. “Defendo prédios mais vazados, por exemplo, com o entorno em vidro. Perde-se em privacidade, mas em condomínios que são verdadeiras fortalezas, depois que o bandido entra, não se vê mais nada e eles têm mais liberdade para agir”, pondera.

Matéria publicada na Edição 163 - nov/11 da Revista Direcional Condomínios.