Segurança: Sistemas de monitoramento para condomínio

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Primeiro foi a modernização tecnológica dos elevadores de serviço. Depois veio a reforma das bombas d’água, a readequação dos para-raios e das lâmpadas da garagem, para então instalar um sistema de CFTV, com 32 câmeras distribuídas conforme o planejamento realizado por empresa especializada. O próximo investimento recairá sobre a implantação de um programa de monitoramento para reforçar a segurança dos moradores dos edifícios Flávia e Fernanda, localizado no bairro da Aclimação, em São Paulo.

Com 52 apartamentos distribuídos em dois blocos de 13 andares, o condomínio tinha, até há pouco tempo, “um monitoramento caseiro, feito pelo antigo zelador e que não dava segurança alguma. Na primeira oportunidade, depois de conseguirmos em um ano pagar a reforma dos elevadores de serviço sem aumento da taxa do condomínio, apresentamos as propostas de orçamento para termos um CFTV profissional e adequado”, relata a síndica Rosana Moraes, à frente da administração do condomínio desde outubro de 2010. Rosana conta que ela e o Conselho Fiscal decidiram arrumar a casa, renovando as instalações, antes de profissionalizar a área da segurança, o que está sendo feito agora e que em breve contará com o monitoramento, ainda a ser orçado.

E não dá para prescindir de um bom monitoramento. É o que irá garantir o aproveitamento eficaz do sistema de CFTV e da estrutura de alarmes e sensores, observa Nilton Migdal, especialista em segurança, graduado em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo e Master em Business Security. Segundo ele, não se deve prescindir do monitoramento disso tudo. “O ideal é que haja uma estrutura de monitoramento separada das funções de portaria. E a melhor forma de trabalhar é blindar a portaria, disponibilizar botões de pânico e contar com uma central externa que receba os sinais e as imagens e possa adotar as medidas previamente acordadas com o condomínio diante de qualquer ocorrência”, analisa Migdal.

Outra providência indispensável, acrescenta, é que o condomínio disponha de um espaço protegido e independente da portaria para o armazenamento das imagens e conte com um sistema alternativo para transmitir dados à central de monitoramento, como o GPRS (Serviço de Rádio Pacote Geral vinculado às redes GSM, a mesma dos celulares). Na prática, são dois os tipos de monitoramento a serem realizados junto dos condomínios, conforme explica o diretor de marketing da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), Oswaldo Oggiam: o de transmissão de sinal de alarme e o de imagem. E uma boa opção para os condomínios, ainda que mais cara, seria contratar canais exclusivos para o envio desses dados, abrindo mão da rede doméstica de banda larga, ainda bastante instável, sugere Oggiam.

De qualquer maneira, mesmo que o condomínio providencie um kit moderno de equipamentos, o porteiro permanece como a peça-chave da segurança, tornando-se indispensável o seu treinamento, para que ele possa acionar de maneira eficaz o monitoramento, finaliza Migdal.

Matéria publicada na Edição 164 - dez/jan12 da Revista Direcional Condomínios.