Piscina: Diversão assegurada sob o sol e o calor

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Para que se possa curtir a piscina no verão com tranquilidade, é preciso fazer sua manutenção no inverno, melhor época também para quem pensa em construir ou reformar o equipamento.

Ainda que muitos condomínios- clube disponham hoje de piscinas aquecidas, grande parte das edificações permanece com seu equipamento aquático dependente do sol a pino e do calor para atrair os usuários. Por isso, é importante aproveitar os meses de estiagem e de frio para a manutenção preventiva das piscinas, mesmo naquelas de concreto, mais resistentes e erroneamente reparadas somente quando dão sérios problemas como trincas e infiltrações. Uma boa manutenção preventiva ajuda também a prolongar sua vida útil.

Um dos sistemas que mais costumam apresentar problema são os registros. Em caso de defeitos de vedação, eles devem ser substituídos imediatamente. E quando não há espaço para uma simples troca, torna-se necessário quebrar paredes e pisos. Nesta hipótese, o síndico deve providenciar o isolamento da área e desligar os aparelhos elétricos e de água antes de iniciar o conserto.

Eliene Ventura, engenheira e colaboradora do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI), orienta que é preciso ainda observar as áreas circundantes da piscina e verificar se não há manchas de umidade. Periodicamente, segundo ela, é preciso refazer rejuntes e a calafetação nos pontos da rede hidráulica e dos aparelhos elétricos. Também é necessário checar as condições dos selantes aplicados nas juntas de dilatação. Estes serviços devem compor um plano de manutenção preventiva, recomenda Eliene. "É imprescindível verificar regularmente a aderência do revestimento da piscina. O chapisco, emboço, reboco, argamassa colante e revestimento cerâmico podem sofrer perda de 'adesividade' no decorrer dos anos", explica.

Este foi o caso vivido pela síndica Dora Gouveia, que recentemente precisou trocar 96 azulejos da piscina de um condomínio onde atua. "Tive de procurar muito, além de arcar com os custos dos azulejos fora de linha", diz. Mas na maioria das situações não é necessário esvaziar a piscina para substituir uma peça de cerâmica quebrada. O serviço pode ser feito embaixo d'água, com os equipamentos e materiais apropriados, sem prejuízo para a obra. Na verdade, os especialistas recomendam não esvaziar uma piscina feita em azulejo, porque isso causaria desequilíbrio na estrutura, soltando a cerâmica e causando rachaduras. Se a piscina for de vinil, a recomendação é evitar o uso de objetos perfurantes, como brinquedos infantis.

"Os condôminos devem ajudar na conservação, relatando o uso inadequado, apontando trincas e azulejos danificados. Nunca se deve levar alimentos, protetores e bronzeadores para a piscina. Antes de entrar na água, recomendamos que se use a ducha", observa Dora Gouveia, síndica também do condomínio onde mora, o Side Park, localizado no Parque Domitila, zona Oeste de São Paulo.

MANUTENÇÃO PREVENTIVA
Ao se construir uma piscina é importante traçar um plano de manutenção preventiva juntamente com o responsável técnico executante da obra, recomenda a engenheira Eliene Ventura. "É comum o síndico não saber se a piscina foi impermeabilizada e com que produto. Qualquer intervenção no local deve ser programada e seguida a metodologia descrita pela impermeabilização original", diz Eliene. Ter uma equipe responsável pela piscina pode ser a chave para a sua conservação. O pessoal deve ser orientado e treinado inclusive em relação a testes de estanqueidade.

Outro fator que reflete sobre a conservação física da piscina são as propriedades químicas da água, que podem provocar corrosão das peças metálicas ou incrustações nas partes de PVC. "Como podemos ver, é um erro designar uma pessoa sem qualificação para cuidar de uma piscina, julgando que o tratamento consiste apenas em jogar cloro e aspirar semanalmente o fundo", observa Marcellus Bellezzo, engenheiro especializado no assunto.

Mas se o custo de manutenção começar a ficar muito elevado ou se o tempo de intervenção estiver prejudicando o uso da piscina, os técnicos orientam os síndicos a substituírem-na por uma mais moderna. Um primeiro passo para a nova obra é avaliar se a base na qual a impermeabilização ficará aderida está íntegra. Depois, é importante saber que cada tipo de piscina requer uma solução diferenciada de impermeabilização: a de alvenaria ou concreto precisa, por exemplo, de uma base suficientemente dimensionada e com os cortes no solo precisos; nas piscinas enterradas, por sua vez, utiliza-se argamassa impermeável; e nas elevadas, sistema de impermeabilização flexível, por meio de mantas asfálticas.

Matéria publicada na Edição 172 - set/12 da Revista Direcional Condomínios.