Playgrounds inclusivos, para todas as crianças

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O Decreto Federal 5.296/2004, que regulamenta as leis 10.048/2000 e 10.098/2000, determina que todo espaço de uso público, incluindo condomínios privados, seja acessível a qualquer pessoa. Alguns fabricantes de playground começam a seguir essa determinação, oferecendo ao mercado brinquedos que atendam ao chamado desenho universal. É o caso, por exemplo, de um modelo de balanço que adquiriu a forma de concha, com barras laterais para apoio. Ou de balanços que tenham amparo para a coluna cervical.

Segundo o engenheiro e designer Wenceslao Napolitano, para ser inclusivo, o desenho do brinquedo precisa servir a todas as crianças, portadoras ou não de alguma deficiência. "Se for separado, não é inclusivo", observa. "Trata-se de uma conquista importante pelo direito da criança de brincar na sua forma plena."

Alguns parques públicos de São Paulo, como o Ibirapuera e o Villa Lobos, já são dotados de pelo menos um brinquedo inclusivo. Um deles, no Ibirapuera, é a passarela de madeira com barras e estribos ao longo do percurso, em que uma criança em cadeira de rodas, por exemplo, poderá se pendurar.

Matéria publicada na Edição 179 - mai/2013 da Revista Direcional Condomínios