Serviços Especializados: Reforço de peso para seu condomínio

Escrito por

Contar com suporte de setorizadas para limpeza, conservação, portaria e segurança, pode ser interessante quando se escolhe empresas idôneas.

Serviço de segurança

Apoio estratégico às demandas cotidianas de condomínios, as empresas de terceirização trazem como atrativos a promoção de serviços especializados e a descentralização da comunicação direta entre gestores e funcionários das edificações. Com isso, o administrador consegue mais tempo livre para dedicar às demais demandas sob sua sindicância. “A empresa terceirizada de confiança pode ser uma grande parceira tanto do síndico profissional quanto do orgânico”, avalia Carlos Abreu, economista e síndico profissional na capital paulista.

Entre os benefícios de se aderir à terceirização está a melhora da relação empregatícia. Carlos menciona que não é incomum encontrar em condomínios com empregados próprios, certo comportamento abusivo de alguns moradores, especialmente envolvendo o núcleo da faxina. “Tem morador que exige que uma determinada área seja limpa antes da outra, conforme seu interesse, ou pede até mesmo para a faxineira limpar o hall privativo”, ilustra. “A sobrecarga de tarefas dos empregados e os desmandos desses condôminos podem originar um passivo trabalhista para esse condomínio. Com uma terceirizada, o risco diminui porque existe método, quem fornece a escala de tarefas é a empresa”, compara.

Reposição Rápida

Quem opta pela terceirização tem como vantagem a substituição rápida de agentes nas ausências por faltas, férias e licenças, o que resolve uma questão pontual e previne ciladas. “Se alguém adoece, vem outro no lugar. Com empregados próprios, quando um deles falta, pede-se ao zelador para ‘quebrar o galho’. Sem perceber, essa ação dá margem para complicações legais”, observa Carlos.

A reposição da falta é um trunfo no segmento, mas a síndica profissional e advogada trabalhista em exercício Claudvânea Smith Monteiro alerta: “É preciso saber como é o treinamento da prestadora. Se ela enviar, por exemplo, um porteiro substituto pouco treinado, ele se sentirá inseguro, até por não conhecer os moradores, e poderá ser mais facilmente induzido a deixar um meliante entrar no prédio”.

Moradora e síndica do Sphera, condomínio-clube com duas torres de 28 andares e 224 unidades na zona oeste da cidade, Vânia, nome pelo qual é conhecida, diz ainda que substitutos inaptos podem causar outros problemas, como a ocorrência envolvendo a entrega de supermercado. “Um porteiro faltou e o substituto dispensou a entrega porque o morador não conseguiu atender ao interfone a tempo. Ele nem procurou saber como proceder”.

Vânia levou essa queixa à prestadora e assim age sempre que se faz necessário no Sphera, com 23 funcionários terceirizados, e também no Derby, condomínio de uma torre de 44 unidades, que administra em Interlagos, zona sul, com seis funcionários terceirizados. Vê vantagens nessas parcerias e enumera: “O condomínio pode pedir a troca do funcionário se precisar, não tem de arcar com rescisões e o gestor consegue manter uma relação de trabalho mais impessoal com o colaborador, pois se houver algum problema, é com a empresa que deve falar e não direto com o empregado”.

Responsabilidade Incondicional

Para gestores prediais, estabelecer parcerias confere fluidez no dia a dia, mas não significa delegar seu papel de comando. “O síndico tem responsabilidades civil e criminal perante o condomínio”, enfatiza Carlos Abreu. Para a colega Vânia, também síndica de dois condomínios orgânicos em Perdizes, na zona oeste, a atenção que se deve ter com o condomínio é a mesma, independentemente se quem trabalha nele é empregado próprio ou não. “Fiscalização é a palavra de ordem em ambos os casos. E fiscalização engloba tudo: contrato, tratamento, procedimento”, afirma a gestora.

Procurar informações detalhadas das empresas candidatas antes de contratá-las é imperativo. João Carlos da Silva Moreira, diretor da Câmara de Distribuidores da Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional) orienta buscar referencias comerciais dessas empresas e contatá-las para avaliar o serviço prestado. “É preciso ficar atento à idoneidade da prestadora, fazendo uma análise profunda; questionar sobre a qualificação dos agentes de limpeza; pedir referência para outros administradores ou solicitar cases”, sugere João.

A síndica Vânia sabe o quanto é imprescindível uma seleção criteriosa. Quando assumiu seu cargo no Sphera, sete anos atrás, a prestadora de serviços tinha falido e o condomínio teve de arcar sozinho com 14 ações trabalhistas. A dura lição do cumprimento da responsabilidade solidária fez com que o condomínio intensificasse mais os cuidados nas contratações. “Pergunto se a empresa tem sede própria e peço para me enviar a escritura. Questiono se tem veículos, se são próprios, e peço documento de ao menos dez deles. Preciso de comprovação de bens, de saber se suporta verbas rescisórias”.

Cláusulas Contratuais

Em contratos com parceiras, Vânia aprimorou uma cláusula que dizia apenas que a empresa se responsabilizava pelos empregados e prestadores de serviços. Ela acrescentou que, na hipótese de haver ação contra o condomínio, a contratante fica responsável pela defesa e pelos custos, e realmente a terceirizada cumpriu com o combinado em algumas ações nas quais o Sphera foi acionado. “O síndico não precisa entender de Direito, mas não pode fechar um contrato na emoção. Antes de assinar, vale pedir um parecer ao departamento jurídico da administradora do condomínio para saber se tudo está de acordo”.

Ela diz que conforme vão surgindo os problemas, surgem possibilidades para deixar os novos contratos mais redondos e compartilha uma ideia que teve após o seguinte episódio: procurada pelo jardineiro do condomínio com uma dúvida, soube então que ele, funcionário exemplar, havia se envolvido em um ato de violência. Após orientá-lo a procurar a defensoria pública, Vânia pediu sua substituição à terceirizada. Esta alegou não ter outra pessoa para enviar e disse que o motivo não tinha a ver com desempenho. “Eu falei que tinha a ver com minha confiança no jardineiro e rescindi o contrato”.

O rompimento aconteceu com base na cláusula contratual que permitia fazê-lo sem multa mediante trinta dias de aviso prévio, mas Vânia destaca que muitas prestadoras estipulam noventa dias. “Consta em contrato o direito de se permanecer ou não com o funcionário, mas isso pode ser melhorado”, diz a advogada. Sua sugestão é inserir uma condição que libere o tomador do serviço de multa no rompimento, isso se fi car sabendo de algo que desabone o colaborador e a empresa não puder fazer a substituição.

É diferente quando as pendências com a lei antecedem o ingresso no condomínio. Na fase de contratação da terceirizada, o síndico já pode tomar ciência de tudo se pedir à empresa o atestado de certidão criminal de quem vai trabalhar no edifício. “Peça também certidão de emprego para não contratar um ‘reclamante profissional’, que é a pessoa que trabalha seis meses, mas quer sair para receber o fundo de garantia e entra com um pedido de rescisão indireta alegando que a empresa descumpre o combinado. Isso é muito comum no meio”, diz Vânia.

Por outro lado, a gestora faz questão de frisar que uma terceirização bem conduzida pode gerar estabilidade no trabalho. “Setenta por cento da equipe que ingressou no Sphera quando eu assumi como síndica continua no condomínio. Temos boa relação porque deixo claro que sou uma trabalhadora que nem eles.” Ela acrescenta que se preocupa em promover boas condições de trabalho.

Carlos Abreu reforça a importância de “envolvimento humano” com os colabores. “Você terceiriza o lado operacional, mas não a relação com o trabalhador”. Às vezes, aquilo que parece ser uma insatisfação com o emprego esconde coisas sérias, feito fome, e um olhar atento é de grande valia. “Soube na pandemia de alguns funcionários que se tornaram a única fonte de renda da casa, mal podendo alimentar a família. Levei essa questão aos condomínios, que ajudaram com doações de alimentos”, exemplifica o gestor.

Funcionária com materiais de limpeza


Matéria publicada na edição - 278 - mai/2022 da Revista Direcional Condomínios

Não reproduza o conteúdo sem autorização do Grupo Direcional. Este site está protegido pela Lei de Direitos Autorais. (Lei 9610 de 19/02/1998), sua reprodução total ou parcial é proibida nos termos da Lei.


logo Instagram

Siga a Direcional Condomínios no Instagram

logo Instagram
logo Instagram
logo Instagram

Anuncie na Direcional Condomínios

Anuncie na Direcional Condomínios