É possível evitar arrombamento dos portões das garagens dos prédios?

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Os grupos de trocas mensagens dos celulares dos síndicos foram tomados recentemente por vídeos captados pelas câmeras de segurança dos prédios em que adolescentes e até crianças tentam arrombar os portões das garagens, para invadir o espaço e roubar bicicletas.

Síndica

Síndica Débora Ravani: Novas tecnologias respondem aos golpes que surgem diariamente e desafiam a segurança do controle de acesso

Os portões de correr são os mais vulneráveis, observa a síndica profissional Débora Ravani, que se define como uma gestora “apaixonada” pelo segmento da segurança patrimonial e procura acompanhar as soluções geradas pelo avanço tecnológico.

No caso dos portões, Débora encontrou uma solução: “Como eles forçam a estrutura, a ponto de destravar o motor e levantar o portão basculante, providenciei a instalação de travas eletromagnéticas na sua barra. Elas possuem a mesma tecnologia da fechadura com eletroímã. Portanto, se tentarem forçar agora, vão ter que lutar para levantar um peso equivalente a 300 kg, em função da quantidade de energia presente nas travas. O ideal é instalar duas travas por portão, uma em cada extremidade, mas, se isso não for possível, na lateral e no centro”, observa.

Além disso, a síndica profissional, que atua em sete condomínios, observa que o reconhecimento facial é a tecnologia do momento, em função da relação custo e benefício que apresenta no controle de acesso de pedestres e veículos. “Mesmo nos prédios que têm biometria digital em bom funcionamento, estamos convencendo os moradores a trocarem de sistema pela celeridade do reconhecimento facial. A biometria possui um tempo maior de leitura em relação ao reconhecimento. Além disso, o reconhecimento facial é de longo alcance. Por exemplo, quando um morador desembarca de um veículo em frente à portaria, rente à calçada, o display do reconhecimento já é capaz de identificá-lo. E dificilmente ocorre erro na leitura da imagem, o sistema possui alta confiabilidade. É uma realidade que veio para ficar, a pandemia antecipou esta tendência por eliminar a necessidade de se tocar no display da biometria digital e encontrou no mercado equipamentos com alta precisão, bem mais desenvolvidos e baratos que os primeiros modelos”, encerra.


Matéria publicada na edição - 272 - out/2021 da Revista Direcional Condomínios

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