Reconhecimento facial ganha espaço junto ao controle de acesso nas edificações

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Depois que modernizou toda a frente do prédio, com a construção de guarita blindada, implantação de nova eclusa de pedestres e troca dos gradis de ferro por muro de vidro, o Condomínio Dr. Rubens V. Brito e D. Elza S. Brito resolveu aprimorar a tecnologia de controle de acesso.

Síndico

Síndico Rubino Muszkat: Reconhecimento facial instalado nos dois portões da eclusa de pedestres

Instalou displays de reconhecimento facial na entrada de moradores, visitantes e prestadores de serviços, com um equipamento em cada portão, os quais possibilitam a redundância da checagem para o acesso à área interna e o registro da saída para a rua. Na garagem, trocou os dois portões e respectivos motores, instalou tag com sensor automático para liberação do basculante externo, além de câmeras junto a cada portão, na altura das placas dos veículos, possibilitando compará-las com os dados cadastrados no software da portaria.

De acordo com o síndico Rubino Muszkat, os novos sistemas melhoraram a segurança do condomínio e facilitaram a vida dos porteiros, pois “cresceu muito” a sua carga de serviços com o atendimento às encomendas e deliveries que chegam ao prédio. Também trouxeram economia para os condôminos, estimada em R$ 30 mil mensais, já que possibilitaram desativar a portaria presencial que existia na garagem. Localizado em uma via de alto fluxo em Perdizes, na zona Oeste de São Paulo, o residencial possui 128 unidades. “Segurança 100% não existe, mas o reconhecimento facial é necessário e traz um importante reforço”, destaca Rubino Muszkat, antigo morador do prédio, hoje em sua oitava gestão como síndico.

Ele ressalta que é fundamental ainda dar atenção aos acessos à garagem, por isso realizou os investimentos, no meio deste ano, na troca dos portões e motores e na instalação da tag e câmeras. Todo o novo sistema foi implantado através do comodato dos equipamentos, que representa um custo mensal de R$ 1.800,00, incluindo manutenção. Rubino Muszkat justifica esse modelo de contrato argumentando que o avanço tecnológico dos dispositivos os torna rapidamente defasados e obriga à sua substituição a cada dois anos, em média.

Abertura de portão de garagem

Condomínio Dr. Rubens Brito e D. Elza Brito também instalou sistema de tag com sensor automático para a abertura dos portões da garagem

O síndico profissional Paulo Henrique de Moraes foi um dos pioneiros na implantação do reconhecimento facial na entrada de pedestres de condomínio, em 2018. Segundo ele, a tecnologia tem sido aprimorada, está mais confiável e eficiente e, de outro lado, com um custo pelo menos cinco vezes menor quando comparado aos valores de três anos atrás. Ele afirma que o sistema está presente em 30% dos condomínios de sua carteira e deve chegar a 100% em dois anos. “O reconhecimento facial acaba com a história do morador que a sua biometria não funciona e desafoga enormemente a portaria. Ou seja, traz rapidez na identificação das pessoas e não tem problemas na leitura.”

Uma das implantações mais recentes ocorreu em um condomínio de 380 unidades, de elevado fluxo de pedestres, localizado em um bairro próximo ao centro de São Paulo. Neste caso, ele optou por colocar somente um display de reconhecimento facial, junto ao portão externo, onde desativou a biometria digital. De qualquer maneira, para superar a barreira do último acesso ao interior do condomínio, é realizada uma checagem final com o porteiro (via interfone). Paulo Henrique instalou também um interfone externo, junto à calçada da rua, para que os entregadores de serviços delivery falem diretamente com a unidade que fez o pedido. Já as encomendas permaneceram sob responsabilidade da portaria, que possui um controlador externo.

Outra síndica profissional que está implantando o reconhecimento facial é Nilvea Alcalai, moradora e gestora em um amplo condomínio-clube da zona Sul de São Paulo, com 920 unidades. Mas ela começou pelas entradas de veículos do empreendimento e pretende instalar também nas saídas, de maneira a obter o registro completo do movimento.

Para viabilizar o novo sistema de controle de acesso, Nilvea Alcalai está promovendo o recadastramento de todos os moradores (cerca de 4 mil), com atualização das imagens; seguido pelo dos prestadores de serviços fixos do condomínio, funcionários das unidades etc., já dentro dos parâmetros da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). “Devemos estar com todo o novo sistema em operação no final de outubro”, estima. Mas enquanto todos os moradores não estiverem recadastrados, a biometria digital do acesso de veículos será mantida. A reportagem da Direcional Condomínios pôde observar a velocidade na liberação do acesso feita tanto sob a biometria digital quanto o reconhecimento facial. Este foi bem mais célere.

Display de reconhecimento facial

Displays de biometria digital (à esq. da imagem) e de reconhecimento facial. A primeira está sendo substituída pela segunda em um grande condomínioclube da zona Sul de São Paulo, com liberação mais rápida e leitura mais eficiente


Matéria publicada na edição - 272 - out/2021 da Revista Direcional Condomínios

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