Portaria virtual demanda sistema e equipamentos de ponta

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A portaria virtual ou remota, em que o atendimento ao morador, visitante ou prestador de serviços é feito à distância, no QG de uma empresa terceirizada, através de câmeras e comunicação via internet ou rádio, tem sido uma das principais apostas dos condomínios para diminuir os seus custos.

Síndica

Síndica Tatiane Rangel: Upgrade em portaria de condomínio da zona Sul de São Paulo

Mas a síndica profissional Tatiane Rangel alerta que é preciso garantir equipamentos de ponta e a redundância dos dispositivos (comunicação e energia) para que a solução funcione adequadamente.

Síndica em seis condomínios, Tatiane assumiu a gestão de um deles em outubro do ano passado já com portaria virtual implantada. É um prédio de 60 unidades, localizado na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo. “O sistema apresentava problemas nas instalações, de manutenção e operação”, afirma. A gestora exemplifica: O interfone dos elevadores não fazia contato com a central, assim, se o morador ficasse preso na cabina, não tinha a quem acionar; o alarme de incêndio não estava conectado ao serviço remoto; não havia DVR para o armazenamento das imagens das câmeras; a cerca elétrica apresentava falhas; e inexistia redundância para a energia (impedindo a abertura ou fechamento dos portões com a queda da rede na região).

“Mudamos o contrato, fizemos o upgrade do sistema, foi uma verdadeira reimplantação”, afirma. O principal novidade foi a introdução de um aplicativo pelo qual o morador programa a entrada de um visitante através do QR Code, sem ter que passar pela triagem da central remota. O APP registra também falhas no sistema e a chegada de encomendas, entre outros. “Instalamos ainda dois vídeo-porteiros, que possibilitam a visualização do rosto da pessoa que está acionando a portaria.” Falta agora resolver a questão da redundância da energia, hoje baseada num sistema provisório de baterias. “Quem pretende instalar portaria remota já deve pensar no investimento incluindo um gerador”, destaca Tatiane. Outro ponto importante é ter a central de alarme de incêndio em local visível e acessível, conforme regra do Corpo de Bombeiros, o que precisou ser corrigido neste condomínio.

Para o síndico profissional Paulo Mujano, que já fez três implantações de portaria remota, a última delas em maio deste ano, o modelo tem quebrado a resistência dos condôminos, não só pela evolução dos sistemas, mas porque eles estão mais familiarizados com os aplicativos e a internet. “Com a pandemia, a tecnologia se tornou mais acessível. No caso da portaria remota, recomendo sua implantação em prédios com até 50 unidades, dotada de internet dedicada e redundância, com equipamentos próprios, além da presença de pelo menos um funcionário no condomínio.”


Matéria publicada na edição - 268 - jun/2021 da Revista Direcional Condomínios

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