Modernização & Adequações dominam agenda de obras nos condomínios

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Os síndicos estão empenhados na modernização elétrica dos condomínios, adequando suas instalações a uma nova realidade de consumo.

Com mais moradores trabalhando e estudando em casa desde a eclosão da pandemia do novo Coronavírus, o aumento do consumo de energia nas unidades privativas potencializou um problema que os gestores já conheciam: A insuficiência de carga disponibilizada pela concessionária em função do projeto original do prédio, situação agravada por instalações antigas e inadequadas às atuais normas técnicas.

“O prédio corre risco iminente de incêndio”, afirma o síndico orgânico Caio Blaj, morador desde 2017 de um condomínio de torre única e 56 unidades, localizado próximo da Av. Paulista, em São Paulo. Construída nos anos 70, a edificação ainda exibe instalações e componentes daquela época. Como muitas unidades dispõem de aparelhos de ar-condicionado, o síndico contratou um laudo elétrico no ano passado, que indicou urgência na modernização. O investimento foi aprovado na sequência em assembleia de moradores e a obra será executada neste ano. Haverá um retrofit completo, com aumento de carga para 63 ampères, no sistema trifásico.

Segundo o engenheiro eletricista que está à frente da execução do projeto, nas edificações mais antigas, “os moradores colocam, ao longo do tempo, disjuntores para cargas maiores nas unidades, independente da capacidade instalada do prédio”. “Isso deixa em risco toda a edificação, porque eles vão utilizando novos aparelhos, de grande potência, até que chega um momento em que o síndico precisa modernizar o centro de medição e prumadas, aumentando a carga, ou determinar que todos os disjuntores voltem para a capacidade instalada do prédio”, alerta.

A modernização com aumento de carga para 63 ampères foi a escolha feita pela síndica Cinthia Zaratini e uma comissão de moradores em um condomínio no Brooklin, na zona Sul de São Paulo, com 72 apartamentos. O início dos trabalhos acabou postergado para dezembro do ano passado, um ano depois de ratificado em assembleia, por causa da pandemia.

No momento, o prédio está recebendo novas prumadas, para depois refazer o centro de medição. A fase das prumadas é trabalhosa, pontua a síndica, já que no prédio, do 1º ao 8º andar, foi preciso mexer dentro dos apartamentos, da entrada até o quadro de disjuntores. Um dos maiores desafios dos síndicos em uma obra deste porte é organizar um cronograma para os serviços nas unidades, destaca Cinthia. Por causa da pandemia, o condomínio disponibiliza propés para uso dos prestadores de serviços e exige o uso máscaras e álcool gel.

Garagem

CARRO ELÉTRICO - O projeto de modernização elétrica do condomínio administrado pelo síndico Caio Blaj prevê um plus: A empresa responsável pelos serviços instalará 13 pontos na garagem para recarga simultânea de veículos elétricos. Como as vagas mudam de usuários periodicamente, a proposta irá contemplar um sistema de cobrança dos usuários. Na imagem do alto, em condomínio administrado pela síndica profissional Rosana Nicchio, na zona Norte de São Paulo, um morador conseguiu instalar dispositivo de recarga com ligação direta no relógio da unidade, no centro de medição, pois as vagas são fixas. Um estudo prévio de carga apontou a viabilidade de cada apartamento providenciar a própria instalação.


Matéria publicada na edição - 266 - abri/2021 da Revista Direcional Condomínios

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