Obras permitem renovar áreas comuns em condomínio de SP

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A síndica orgânica Ana Tereza Falcão Simone foi reeleita em fevereiro passado para novo mandato à frente do Condomínio Tahiti, prédio construído há mais de 30 anos no bairro da Aclimação, em São Paulo, com 68 unidades. Moradora no local há mais de duas décadas, ela começou na sindicatura em 2018 já com o desafio de contratar obras de recuperação estrutural, indicadas por um laudo de inspeção predial de cerca de 650 páginas.

A impermeabilização da laje dos reservatórios superiores e das áreas comuns térreas (frente, laterais e fundos) era prioritária, segundo definiu o engenheiro civil Gustavo Maluf Cury, então contratado para dar sequência aos trabalhos.

As obras de impermeabilização começaram no meio de 2019 e prosseguiram por quase um ano e meio. No período também foi refeita a calçada externa. Na laje dos reservatórios, que apresentavam infiltrações, a manta foi refeita, pois a antiga esfarelava, havia trincas e fissuras, faltavam juntas de dilatação e proliferava “vegetação nas aberturas da proteção mecânica” (conforme apontou o laudo). No ático, os telhados foram trocados e a área recebeu um reforço com manta de alumínio (havia infiltração nos apartamentos do último andar). Já no térreo, o fim da vida útil da manta asfáltica e a falta de manutenção do piso, jardins e jardineiras havia gerado, ao longo do tempo, inúmeros problemas no subsolo da garagem, como “desplacamentos, armadura exposta com corrosão, infiltrações, estalactites, eflorescência e percolação de água”.

Por isso, à exceção do setor da piscina (que já havia sido trabalhado), a quebradeira foi generalizada na antiga superfície térrea descoberta do Edifício Tahiti, removendo-se todo o sistema antigo para refazer essas áreas, totalizando cerca de 850 m2 de nova manta asfáltica.

A obra custou mais de R$ 400 mil e foi bancada por um rateio extra de 30 parcelas. “Os moradores ficaram muito satisfeitos com o resultado, até os vizinhos do prédio elogiaram”, diz a síndica, também satisfeita e aliviada. Aliviada porque “sempre tem proprietário que acha que devemos fazer tudo à meia boca”, observa. Mas isso não condiz com as posturas de Ana Tereza, professora e diretora aposentada da rede estadual de ensino. À propósito, ela já obteve a aprovação, na assembleia de fevereiro de 2021, da próxima modernização, que ocorrerá nas instalações elétricas do prédio, envolvendo o centro de medição, prumadas e aumento de carga.


Matéria publicada na edição - 266 - abri/2021 da Revista Direcional Condomínios

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