Descarte de granulado higiênico de pets: Síndico alerta para entupimentos em condomínios

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O IBAPE-SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo) divulgou, recentemente, dicas importantes aos gestores sobre as principais causas de entupimentos nas edificações, em notícia veiculada no site da Direcional Condomínios. Mas há algo que começa a assustar os síndicos e ainda não entrou no radar dos especialistas: O descarte de material granulado higiênico à base de madeira nos vasos sanitários dos apartamentos. O produto é comercializado para absorver odores da urina e fezes dos animais.

O síndico profissional Carlos Azevedo Fernandes já registrou problemas recentes em dois condomínios. Em um deles, os prejuízos somam R$ 103.600,00, valor retirado do Fundo de Reserva de um condomínio. Neste empreendimento, entregue há cinco anos, um morador do 1º andar registrou três episódios de retorno da água do esgoto da bacia sanitária e dos ralos. Desde a primeira ocorrência, o condomínio investigava prováveis causas do entupimento, mas somente conseguiu descobrir a origem dos problemas ao abrir a tubulação de esgoto a partir da laje abaixo da unidade. “O granulado, em geral à base de MDF, estufa em contato com a umidade e bloqueia a passagem dos fluidos na tubulação”, explica o síndico.

“Um outro morador jogou esse granulado no esgoto e a conta ficou para todo mundo. A Convenção do condomínio determina que ao se utilizar o Fundo de Reserva, devemos fazer um rateio para recompor o saldo”, afirma. A assembleia foi realizada em princípios de fevereiro passado, definindo-se um rateio extra para recompor 50% da verba gasta. A conta resultou dos custos com o prestador de serviços no período, o pagamento de diárias em flat para a família do morador, além do ressarcimento de seus prejuízos com o mobiliário e o acabamento interno da unidade.

“Queremos deixar um alerta pois, mesmo que tenhamos um plano periódico de manutenção preventiva para a desobstrução das tubulações, não dispúnhamos de uma previsão de que esse material seria descartado na rede de esgoto nem de como ele se comportaria no interior da tubulação. Ele vai formando uma bola que veda a passagem e faz com que o fluido retorne para a unidade imediatamente superior”, descreve Carlos.


Matéria publicada na edição - 265 - mar/2021 da Revista Direcional Condomínios

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