Síndicos definem estratégias para a reabertura de áreas para crianças

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Melhor que reabrir áreas para a diversão da garotada, como o playground, é fazer isso em um ambiente revitalizado, a exemplo do Condomínio Residencial Vila Mariana, na zona Sul de São Paulo.

Playground

Espaços revitalizados em condomínio da Vila Mariana

Ao finalizar a obra de impermeabilização do térreo, a síndica Taís Suemi Nambu trocou os brinquedos do playground e, em um espaço anexo que recebeu grama sintética, fará uma praça de convivência “onde os avós poderão observar as brincadeiras dos netos”.

“Os brinquedos foram instalados durante a pandemia e já estão liberados para uso, com as devidas orientações para evitar aglomeração”, afirma. Segundo Taís, os condôminos estão obedecendo às regras, que inclui uso obrigatório de máscaras. Com 68 unidades e 16 anos de implantação, o condomínio já teve diferentes equipamentos de playground, “em ferro e madeira, de plástico, depois só madeira e, agora, decidimos voltar para o plástico, em função de seu custo e benefício”, observa. A escolha foi definida em conjunto com o conselho e a comissão de obras. O residencial ainda não possui brinquedoteca, mas o espaço está em seu planejamento de melhorias.

A reabertura das áreas comuns tem acontecido em boa parte dos condomínios, na medida em que há flexibilização das atividades econômicas e sociais pelo governo e maior controle da pandemia do novo Coronavírus. Em julho passado, por exemplo, condomínios administrados pelo síndico profissional Demilson Bellezi Guilhem liberaram o playground, “por ser espaço aberto”. Já a brinquedoteca foi reaberta no início de agosto. “As orientações gerais envolvem o uso obrigatório de máscaras e de álcool gel. Há regras específicas para a brinquedoteca, onde é permitido ficar até seis pessoas simultaneamente por uma hora, três de cada família. É preciso agendar antes e retirar a chave na portaria, para que possamos fazer o controle. Além disso, o funcionário da ronda passa pelo local pelo menos duas vezes durante a hora.” Os ambientes ficam com as janelas abertas e o ar condicionado desligado; a higienização é feita três vezes ao dai.

Já em Alphaville, na Região Metropolitana de São Paulo, a reabertura de espaços no condomínio-clube administrado pelos síndicos profissionais Roseane de Barros e Carlos Fernandes começou em junho com o salão de beleza. “Formamos uma comissão de liberação de áreas com condôminos e o corpo diretivo e nos respaldamos sempre no apoio jurídico e em protocolos de biossegurança”, afirmam. Além do salão, alguns ambientes ao ar livre tiveram prioridade naquele momento. Depois veio a reabertura da academia e dos salões de jogos infantil e adulto (com o deslocamento de equipamentos para um terraço externo), além do playground. E, em agosto passado, ambientes fechados, como o espaço gourmet, foram reabertos, “com limitação de pessoas”.

Por fim, no Condomínio Plaza Maior Vila Leopoldina, administrado pelo síndico profissional Roger Prospero, 90% dos espaços comuns estavam abertos em agosto, “com horários e restrições”, inclusos o playground e brinquedoteca. No início da flexibilização, Roger solicitou que a assessoria esportiva que atende o residencial criasse uma personagem que caracterizasse uma médica, a “Dra. Corona”, para desenvolver uma campanha lúdica de conscientização quanto à importância do uso de máscaras e de não haver aglomeração. “Obtivemos uma grande repercussão”, celebra o síndico.


Matéria publicada na edição - 260 - setembro/2020 da Revista Direcional Condomínios

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