Reconhecimento facial mobiliza grande condomínio em SP

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O Condomínio Portal dos Bandeirantes, na zona Oeste de São Paulo, resolveu apostar no reconhecimento facial para o controle de acesso dos pedestres, substituindo os dispositivos biométricos que estão instalados há oito anos em três portarias externas; em outras de entrada em cada uma das cinco fases do empreendimento; e, ainda, nas 27 torres do residencial.

Reconhecimento facial em condomínios

O síndico Luiz Junqueira e a portaria central do Portal dos Bandeirantes (à dir., novas catracas que estarão integradas ao sistema de reconhecimento facial)

 

“Optamos pelo reconhecimento facial porque ficou mais barato que modernizar a biometria”, afirma o síndico geral Luiz Junqueira. Segundo ele, a decisão acabou reforçada pela pandemia do novo Coronavírus, já que o novo sistema evita o contato do morador com os aparatos físicos.

Com 2.826 unidades e doze mil moradores, o Portal iniciou o processo em janeiro de 2020 e deverá estar com o sistema em operação até o final do ano nos três pontos de controle de acesso existentes entre a rua e os apartamentos. Serão 65 dispositivos de reconhecimento facial, incluindo os acessos a duas piscinas de uso geral, academias e um ginásio central. Uma startup foi contratada para desenvolver um software exclusivo para o Portal, integrando os novos aparatos com bancos de imagens e de dados cadastrais atualizados. A câmera do condomínio irá captar a imagem do morador, que será comparada com a do sistema para a liberação ou não da entrada.

Conforme Luiz Junqueira, as câmeras farão o “reconhecimento em profundidade”, mesmo se “um indivíduo tentar burlar o sistema ao apontar uma foto para o visor”. Já quem estiver com máscara deverá colocá-la um pouco abaixo do nariz para a leitura facial. O condomínio está trocando as câmeras analógicas (cerca de 300) por modelos com tecnologia IP (já há 600 delas).

A mudança representa uma megaoperação e prevê um banco de 20 mil imagens para o reconhecimento facial nas portarias externas de pedestres e de cada fase. Já para a entrada às torres, haverá um banco de duas mil imagens. Serão cadastrados no sistema os moradores, 230 funcionários do Portal e prestadores de serviços regulares. Na sequência, o condomínio deverá disponibilizar um aplicativo para que os próprios condôminos façam o cadastro de seus visitantes.


Matéria publicada na edição - 260 - setembro/2020 da Revista Direcional Condomínios

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