Síndicos relatam experiências com diferentes soluções (Manta asfáltica e injeção)

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Esta reportagem inicia destacando o momento de decisão por que passa a síndica Simone Alonso Kishiue em relação ao que fazer com os pontos de infiltração que atingem de forma generalizada as estruturas do 1º subsolo de garagem do condomínio onde mora, na zona Oeste de São Paulo.

Desde que assumiu, em junho de 2017, Simone tem realizado obras de recuperação estrutural no empreendimento de duas torres e 96 unidades, a exemplo da fachada e da instalação de guarda-corpo e de sistema de ancoragem na cobertura dos prédios.

Em uma pesquisa feita recentemente com os moradores, a gestora soube que a prioridade agora, para eles, é recuperar a garagem. Isso significa combater a origem das infiltrações, decorrentes principalmente das trincas que se projetam na superfície térrea e acompanham a extensão de três juntas de dilatação. Também há infiltrações a partir de alguns ralos e tubulações. Com extensa área de superfície a ser recuperada, em torno de 2 mil m2, inclusos os jardins, o condomínio deverá optar pelo tratamento de injeção de gel impermeabilizante, trabalhando os pontos de baixo para cima (da garagem até a laje).

A gestora afirma que estuda o assunto há pelo menos dois anos e que a tendência é contratar esta solução, baseando-se em dois laudos de inspeção predial que indicam a inexistência de comprometimento estrutural de vigas, lajes e colunas. Mas junto com o trabalho de injeção, terá que ser contratada obra de recuperação parcial, já que há desplacamento e oxidação de ferragens em alguns locais.

Entretanto, mesmo após a conclusão desses trabalhos, que deverão ser contratados em breve, o condomínio permanecerá com um dos setores da garagem pendente, com inúmeros problemas de infiltração. É a área sob as piscinas adulto e infantil, que tiveram troca de manta asfáltica durante a gestão anterior, uma obra mal realizada que está sendo questionada judicialmente pelos condômni os.

Condomínio refaz todo sistema de impermeabilização

Uma obra de grande vulto está em andamento em um condomínio na Vila Mariana desde maio do ano passado. Não é para menos. Ao contratar a troca da manta asfáltica em toda a área térrea do empreendimento, a síndica Taís Suemi Nambu foi informada de que, na verdade, o local foi entregue sem o sistema de impermeabilização. Quando iniciaram os trabalhos de remoção da antiga superfície, os engenheiros identificaram não apenas esta anomalia, como tubulações das redes de gás, hidráulica e elétrica instaladas logo abaixo do piso, atravessando parte da extensão do terreno. As surpresas levaram ao aumento do escopo de trabalho, do prazo de obra, bem como a aditivos contratuais que quase triplicaram o orçamento inicial. Ao mesmo tempo, o condomínio aproveitou para modernizar a churrasqueira e a portaria.

De acordo com Taís Suemi Nambu, o residencial foi entregue há 16 anos e, desde o início, os moradores identificaram problemas construtivos. Com o tempo, a administração contratou um laudo de inspeção predial, que ajudou a orientar o planejamento das obras de recuperação. Taís adquiriu o imóvel na planta e tornou-se síndica em 2015. Logo no início do mandato acompanhou a obra de impermeabilização da quadra (contratada pelo gestor anterior) e, em 2018, promoveu os serviços na área da piscina, também com troca de manta asfáltica. No último ano, ao ser quebradas as superfícies térreas do pátio no entorno das duas torres, viu que as raízes de palmeiras das antigas jardineiras haviam entupido as tubulações. Com esse quadro, os sinais de infiltração se espalharam pelo 1º subsolo de garagem, atingindo laje, colunas, vigas e cortinas.

Síndica orgânica neste residencial, mas profissional em outro condomínio, localizado na Chácara Klabin, Taís Suemi também acompanhou neste empreendimento serviços de troca de manta. Com a experiência, ela recomenda aos seus colegas gestores que, ao contratarem uma obra desta natureza, adotem um processo transparente junto aos condôminos, visitem in loco obras executadas pelos fornecedores e deem muita atenção ao acabamento dos ralos. No condomínio da Vila Mariana, a síndica conta com o apoio de uma comissão de obras formada por dez condôminos.


Matéria publicada na edição - 255 - abril/2020 da Revista Direcional Condomínios

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