Dia Internacional da Mulher: Homenagem às síndicas

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Na 4ª edição de seu evento em Homenagem ao Dia Internacional da Mulher (em 8 de março), a revista Direcional Condomínios reuniu 36 personagens que dão a alma pela edificação de um ambiente coletivo mais organizado, equilibrado e feliz. O grupo, composto em sua maioria por síndicas que gostam muito de trocar experiências, se encontrou no último dia 13/02, durante um alongado café da manhã.

Mulheres participantes da homenagem às síndicas:

Foto maior
1ª fileira (sentadas, da esq. para a direita): Kelly Remonti, Euza Maria dos Santos, Cybele Belschansky, Cleusa Camillo, Rejane de Albuquerque, Rosana Moraes e Rosana Candreva. 1ª fileira em pé: Rosa Braghin (de vestido) e Claudete Oliveira.

2ª fileira (sentadas, da esq. para a direita): Margarete Z. Alvarez, Teresa da Silva Neves, Eunice Alves da Silva Neves, Cleide Alcini, Railda Silva, Lurdes de Fátima A. Anton, Nelza Huerta. 2ª fileira em pé: Maria de Lourdes Barreto.

3ª fileira em pé (da esq/ para a dir.): Sueli Ribeiro, Vera Lúcia Cardoso, Mareli Santana Gonçalves, Ana Josefa Severino, Maria do Socorro Iglesias (Help), Ângela Merici, Maria Lucia M. de C. Marques, Ana Luiza Pretel, Rosali Figueiredo, Olga Antunes, Eunice Leite, Sabrina Praça.

Última fileira em pé (da esq. para a dir.): Rosely Schwartz, Glaucia La Regina, Sônia Inakake, Carmen Mendes Pagan.
Fotos menores: A síndica Maria Virgínia Santos (à dir. da imagem) está acompanhada de uma das subsíndicas do condomínio, Frida Isaac Maia, e da conselheira Maria Helena Secco (no centro da foto). Na tomada individual, a síndica Elizabeth Bonetto.

A vida em condomínio tem mudado muito por conta do crescimento das cidades e dos novos hábitos da população, um desafio extra que se impõe aos síndicos e síndicas destas coletividades. Mas para as mulheres especialmente, que se diferenciam pela maior dedicação e atenção aos detalhes, isso pode representar a multiplicação sem fim das demandas. Por exemplo, aquelas relacionadas ao acréscimo da população de animais nos apartamentos; à ampliação das áreas e serviços de lazer; e ao aumento da quantidade de veículos e do próprio tamanho dos automóveis dos condôminos.

São exemplos de mudanças que encorpam o potencial conflitivo da convivência diária e exigem criatividade na hora de buscar soluções, conforme avaliaram as 36 mulheres participantes do encontro em homenagem às síndicas, promovido pela revista Direcional Condomínios.

Este foi o quarto ano em que a revista decidiu reunir as síndicas para homenageá-las pelo Dia Internacional da Mulher. Mas o grupo tem crescido e envolve hoje também ex-síndicas, subsíndicas, conselheiras e profissionais especializadas no assunto. A verdade é que o espaço de eventos da Livraria Nove Sete, localizada na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, ficou completamente tomado entre 8h e 12h da manhã do dia 13 de fevereiro, com atividades que alternaram palestras, coffee-break e rodas de conversas. O início dos trabalhos foi dado pela palestra da fisioterapeuta e ioga-terapeuta Vera Lúcia Cardoso, que prestou informações importantes sobre a saúde da mulher e a prevenção ao câncer de mama.

Já a advogada Ana Luiza Pretel retomou o assunto da mediação e conciliação de conflitos, que havia abordado durante o 6º Direcional Síndicos, um misto de feira e congresso promovido pela Direcional em outubro do ano passado. Agora, Ana Pretel tirou novas dúvidas das síndicas e enfatizou como elas “podem se tornar agentes transformadoras em prol da cultura de paz nos condomínios”. A advogada atua como conciliadora do Cejusc (Centro de Mediação de Conflitos ligado ao Tribunal de Justiça de São Paulo), consultora e professora de cursos de capacitação na área.

A mediação e a conciliação de conflitos são realizadas por intermédio de um especialista neutro, que promove encontros para discussão entre as partes, processo que acaba se tornando um campo fértil ao surgimento de novas ideias e soluções. Segundo Ana Pretel, os condomínios são dinâmicos, novos problemas surgem e nem sempre a lei consegue abarcar toda essa complexidade e diversidade. Também presentes ao encontro, a professora Rosely Schwartz e a advogada Eunice Leite completaram, por sua vez, que esses debates entre as partes descortinam motivações reais e não aparentes dos conflitos, e favorecem o surgimento de acordos em bases alternativas.

As síndicas e demais participantes demonstraram grande interesse sobre o tema, acolheram bem a ideia da mediação e conciliação, mas sugeriram a realização de cursos e mais encontros para aprofundá-las sobre esses recursos. E avaliaram que também é preciso mudar o contexto local para expandir o uso desse instrumento, principalmente, que “o condômino passe a perceber que o condomínio é de todos; e que passe a pensar sempre no próximo, que os seres humanos são iguais em termos de direitos e deveres”. Ou seja, sem espaço para privilégios.

Segurança dos elevadores, tema sempre oportuno

Olga Antunes e o técnico Bruno Gonçalves, representando a Elevadores Primac (patrocinadora do encontro), levaram às síndicas e a algumas de suas colaboradoras orientação sobre a segurança desses equipamentos. Eles abordaram não apenas a necessidade de uma boa prestação de serviços na área da manutenção, quanto os procedimentos corretos na hora de tratar com pessoas presas nas cabinas. Os técnicos distribuíram cópia de um Manual elaborado pela Prefeitura de São Paulo sobre o assunto (disponível em www.direcionalcondominios.com.br/pdf/manual_do_uso_de_elevadores_ 09_1331235926.pdf). Segundo Olga, “somente os técnicos da empresa responsável pela manutenção do elevador ou bombeiro podem retirar passageiro preso”. Ela reconheceu que essa é uma medida “impopular” à primeira vista, mas que permanecer dentro da cabina “é seguro”, pois se forçar a abertura da porta, “o usuário estará colocando a vida em perigo”.

Encontro produtivo e divertido

Em feedback enviado após o café, as síndicas destacaram a importância do encontro pela oportunidade de trocar ideias; compartilhar e mostrar solidariedade em relação às diversas situações e conflitos comuns aos condomínios; conhecer novas pessoas de forma mais leve e descontraída; e levar orientações úteis à gestão diária de seus condomínios (25 deles estiveram representados no dia 13/2).

E como o pano de fundo das palestras era a busca de uma convivência mais equilibrada e de paz, a síndica Railda Silva acabou compartilhando com suas colegas uma experiência bem-sucedida que realiza desde 2007, no Condomínio Edifício Parque do Olimpo, de três torres e 216 unidades localizadas no Jardim da Saúde, zona Sul de São Paulo.

“Formamos o Gami (Grupo de Amor à Melhor Idade), que se reúne uma vez por mês. É aberto a todos, mas o pessoal da terceira idade é que abraçou o trabalho. Nesse período de sete anos notei que muitas pessoas que moravam sozinhas, eram fechadas em seus apartamentos e não tinham a liberdade de conversar com o vizinho, começaram a conviver mais”, relatou a síndica. O grupo costuma se encontrar no salão de festas, compartilhando um lanche coletivo, sempre sob um motivo temático previamente combinado, como organiza caminhadas na área comum do condomínio, saídas ao cinema e teatro e até viagens. “Estou feliz com o resultado, porque elas têm liberdade de uma ligar para outra, falar de um problema etc. Antes era cada uma no seu quadrado.” Segundo Railda, a experiência do Gami ajudou a valorizar o ambiente do condomínio e a melhorar o convívio.

Um coffee-break leve e saboroso foi servido às mulheres durante o encontro promovido pela Direcional. na foto da direita, a síndica Rosana Candreva (à esq. da imagem) e a diretora da revista, Sônia Inakake (no centro), acompanham atentamente a uma intervenção da Profa. Rosely Schwartz durante uma das rodas de conversas.

 

Matéria publicada na edição - 188 de mar/2014 da Revista Direcional Condomínios