Prédios novos e modernização dos usados representam amplo mercado para segmento de condomínios

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O mercado para novos e “usados” – Dados divulgados no último dia 16 de janeiro pela Pesquisa do Mercado Imobiliário, do departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), indicam que o ano de 2019 pode chegar a um aumento médio de 50% na venda de imóveis novos na cidade de São Paulo.

No fechamento entre os meses de dezembro de 2018 e novembro de 2019, o percentual atingiu 48,6% em relação ao período anterior (dez. de 2017 a nov. de 2018). Somados aos dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), que apura lançamentos de novos prédios, 2019 se notabiliza pelo “melhor resultado em 15 anos”, disse Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, em divulgação à imprensa. “Os 11 meses do ano passado [de jan. a nov.] superaram os recordes anteriores de 2007, quando foram vendidas 31.187 unidades, e de 2008, que registrou o lançamento de 31.812 imóveis”, completou.

De acordo com Sergio Meira de Castro Neto, diretor de Condomínios da Vice-Presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do sindicato, 2019 registrou, sobretudo, a venda de unidades que estavam “em estoque”, o que pode fazer com que 2020 e 2021 enfrentem um mercado de baixa oferta e pressão nos preços, já que os novos empreendimentos irão demorar um pouco a ser implantados.

“Usados”: “Mercado Monstruoso”

Portanto, restará aos prédios consolidados investirem na modernização de suas instalações, “porque o novo custa mais caro” (em bairro e tamanho equivalentes). “Por isso temos hoje uma grande demanda por obras nos condomínios, esse é um mercado monstruoso, pulverizado entre pequenos e médios prestadores de serviços.” De acordo com Sérgio Meira, é fundamental aos condomínios saber provisionar os recursos para as manutenções necessárias, “de forma a não desvalorizar o patrimônio”. “Os condôminos estão enxergando que, principalmente quando em pontos nobres de São Paulo, eles devem reformar ou fazer retrofit, vale muito a pena.”

Entre os investimentos indispensáveis à modernização, Meira destaca a regularização do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), sistemas de segurança patrimonial, restauração e manutenção da fachada, elevadores, elétrica, áreas comuns e acessibilidade. Segundo o Secovi- SP, existem hoje 30 mil edifícios na Capital (são 45 mil no Estado).

O Condomínio 4.0

• Reflete inovação conceitual da construção civil:

Empreendimentos de muitas torres e/ou unidades, imóveis menores e/ou compactos, uso misto (residencial, comercial e de serviços), inúmeros equipamentos de lazer, autossuficiência em serviços (da lavanderia à assessoria esportiva, feira livre etc.), divisão em subcondomínios, sustentabilidade;

• Novo condômino:

Preocupado com eficiência, contenção de custos, sustentabilidade (principalmente financeira), transparência e, de outro lado, mais conflitivo (mediação);

• Novo síndico:

A) Profissionais egressos do mercado privado;

B) Uso de ferramentas empresariais de gestão mediante a complexidade do empreendimento e da administração (certificação digital, eSocial, novas responsabilidades legais e normas técnicas, demanda por serviços compartilhados);

C) Cobre a falta de interesse ou disponibilidade de moradores em exercer a função, conforme revelou pesquisa realizada pela Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic) junto a 16 mil clientes da Capital Paulista; D) Alta rotatividade nos condomínios. Segundo o levantamento acima, o turn over entre os síndicos profissionais entrevistados foi de 65% num período de dois anos.

Nota: 4.0 se refere à 4ª fase da evolução tecnológica experimentada pela sociedade, com a internet e o IOT (Internet das Coisas).


Matéria publicada na edição - 253 - fevereiro/2020 da Revista Direcional Condomínios

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