Tratamento de pisos cimentícios, em pedras naturais, cerâmicos, porcelanatos, epóxi & madeira

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O granilite é um acabamento comum nas superfícies internas dos prédios construídos até por volta dos anos 80. É um cimentício composto de grânulos de minerais naturais.

Existem outros acabamentos comuns à época, desde a miracema, pedra mineira, goiás e portuguesa àquelas consideradas nobres, como mármore e granito.

O site da Direcional Condomínios disponibiliza dois guias preparados por Miguel Sinkunas e Nathalia Tiemi Ueno, diretores da Abralimp e membros da Câmara de Prestadores de Serviços da entidade, contendo recomendações sobre o tratamento indicado para cada tipo de acabamento.

A ardósia, por exemplo, assim como o granilite, requer tratamento constante com cobertura de película (“cera impermeabilizante de alta qualidade”) e não pode receber produtos ácidos, como o limpa pedra. Já nos pisos em pedras naturais que podem ser lavados com produtos ácidos, o procedimento deverá ser utilizado com critério (“parcimônia”), pois seu uso contínuo poderá degradar o material (caso da pedra portuguesa).

Em mármores e granitos, o ácido irá provocar manchas, alerta Miguel. O ideal é que, na sua instalação, essas pedras consideradas nobres recebam um impermeabilizante hidro-oleofugante, “já que a médio ou longo prazo apresentarão manchamento”. De qualquer maneira, o especialista desaconselha “colocar mármore como revestimento de pisos em locais de alto trânsito”, pois possui baixa durabilidade e é facilmente desgastado pelo tráfego.

Outra pedra comum nos pátios dos condomínios e calçadas externas é a miracema, em geral sua aparência apresenta manchas impregnadas de óleo e gordura. Aqui, o mercado indica produtos ácidos para a sua limpeza, mas especialistas em tratamento de piso consultados pela Direcional Condomínios recomendam conservação sobretudo com o uso de escova e movimento de fricção.

Segundo alerta Nathalia Tiemi Ueno, “um erro grave” nesse tipo de superfície (e nas demais pedras rústicas) é “passar cera ou selador, pois elas estão justamente instaladas em áreas externas com a função de absorver a água da chuva, entre outras, evitando acúmulo”. “Quando estas pedras são seladas/enceradas, elas perdem a função de absorção e acabam virando um problema para o local, pois o piso ficará escorregadio”.

Desta forma, é preciso que síndicos, gestores prediais e zeladores fiquem atentos ao tratamento correto para cada superfície. O guia publicado pela Direcional, contendo dois textos dos diretores da Abralimp, trazem ainda informações sobre pedras em caco (tipo pé de moleque), concreto ou cimento queimado, cerâmicas, porcelanato, madeira e resinas (epóxi e poliuretano).

Síndico Wolfram Werther

Piso em mármore do hall social do Condomínio Fernão Dias, tratado em 2017 durante modernização do ambiente e conservado apenas com o uso de pano úmido

Foto Rosali Figueiredo

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- Orientações para a recuperação de cada tipo de superfície da edificação

Matéria complementar:

 - Guia de manutenção, recuperação e tratamento de piso:

1. Recomendações, classificações e serviços mais indicados
Por Miguel Sinkunas

2.  Evite erros comuns e saiba como trabalhar em cada tipo de revestimento
Por Nathalia Tiemi Ueno

(Diretores da Abralimp e membros da Câmara de Prestadores de Serviços).  


Matéria publicada na edição - 251 - novembro-dezembro/2019 da Revista Direcional Condomínios

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