Preparando a licitação no condomínio

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O consultor Carlos Alberto dos Santos, que faz a gestão de riscos em condomínios e acompanha a contratação e execução de contratos, sugere aos síndicos definir suas escolhas inicialmente “pela melhor proposta” e, se possível, depois, “pelo melhor valor”. “Ou seja, o que vale é a melhor condição para o condomínio.

Carlos Alberto dos Santos

"Deve-se detalhar ao máximo o serviço ou produto/material desejado, e fornecer o máximo de informações que possam ser realmente importantes para a empresa ou o profissional convidado para participar da licitação" (Carlos Alberto dos Santos, consultor de condomínios/ foto.)

E não basta fazer três cotações, elas têm que ser comparadas com base em dados concretos”, explica. A seguir, em entrevista à Direcional Condomínios, o consultor apresenta alguns aspectos a serem considerados para formar essa base.

- Análise prévia & projeto

“O síndico precisa ter conhecimento de todas instalações e equipamentos que o condomínio possui, do almoxarifado, das condições ou estado da manutenção e, principalmente, acompanhar as tendências de mercado, tecnologia, materiais e produtos. Por exemplo, algum tempo atrás, quando se falava em retrofit das instalações de gás, o cobre era o mais indicado, porém, hoje há material de menor custo e com a mesma qualidade e confiabilidade, como a tubulação multicamada em alumínio. Além disso, para a hidráulica, elétrica, gás, elevadores, área construída etc., todas as obras necessitam de um novo projeto [às vezes de uma inspeção de engenharia], não só para assegurar uma instalação conforme as normas de segurança, mas para que a licitação garanta a execução do serviço e o emprego do material que o condomínio precisa.”

- Um exemplo, a modernização dos elevadores

“Nos elevadores, quando se tratar de ‘modernização’, é preciso incluir nos contratos também os equipamentos obsoletos ali instalados, caso da ventilação, luz de emergência, corrimão, interfone, alarme e sistema de chamada, além do espaço interno da cabina e dos componentes visuais, como displays e botoeiras (chamada e incêndio). Muitas vezes são necessários reparos de alvenaria que nem sempre estão inclusos neste tipo de contrato.”


Matéria publicada na edição - 247 - julho/2019 da Revista Direcional Condomínios

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