Preparando-se para a portaria virtual

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A “evolução tecnológica” e a “mudança de hábitos dos moradores” abriram espaço para o crescimento das empresas de portaria virtual ou à distância (PAD), afirma o advogado e administrador de condomínios Marcio Bagnato.

Ele defende, porém, que o sistema seja instalado em prédios com até 60 unidades residenciais. Acima disto, orienta que se faça um estudo técnico em torno da viabilidade do modelo.

É preciso ainda se preparar para implantar a solução, diz Marcio, que recomenda ao síndico, entre outros:

- Visitar a central de atendimento da empresa que irá atender o condomínio e observar, na prática, o seu funcionamento;

- Realinhar as funções do zelador (quadro que deverá ser mantido), para que receba correspondências e encomendas;

- Modernizar equipamentos. Os principais são câmeras digitais dotadas de tecnologia TCP IP (que “transmitem imagem e som via internet e são importantes para uma boa comunicação entre operador e o visitante do condomínio”); registros biométricos, apps ou tag para o controle de acesso; gerador ou equipamento nobreak para manter o sistema em operação mesmo na queda de energia; entradas e perímetros com passa-volumes, cerca elétrica e clausura.

Por fim, é essencial contratar redundância dos provedores de banda larga de internet.

Alarme de incêndio

Para o consultor em gestão de riscos nos condomínios, Carlos Alberto dos Santos, outra medida essencial é providenciar um sistema de alarme de incêndio no prédio, automatizado, com sinal sonoro e detector de fumaça, já que não haverá mais o porteiro físico na guarita para alertar os moradores em caso de sinistro.


Matéria publicada na edição - 245 - maio/2019 da Revista Direcional Condomínios

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