Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI) orienta síndicos sobre projetos e contratações

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Os sistemas de impermeabilização nas estruturas e instalações prediais têm o objetivo de assegurar a sua estanqueidade contra a ação da água, da umidade e do vapor. E cada setor da edificação possui características construtivas próprias, que demandam técnicas e soluções distintas.

Eng. Civil José Miguel Farinha
Morgado

O Eng. Civil José Miguel Farinha Morgado, diretor executivo do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI)

“As lajes de grande superfície expostas à luz solar e intenso resfriamento no período noturno apresenta grande movimentação, face aos movimentos de dilatação (dia) e retração (noite). Tais estruturas exigem, para efeito de impermeabilização, produtos com características flexíveis” [como a manta asfáltica], indica, por exemplo, material técnico disponibilizado na internet pelo Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI).

De outro modo, “poços de elevadores, muros de arrimo, piscinas de concreto enterradas, reservatórios enterrados, paredes internas e externas, banheiros etc.” compõem o chamado “sistema rígido” e pedem o uso de argamassas poliméricas. Por isso, o diretor executivo do IBI, o engenheiro civil José Miguel Farinha Morgado, recomenda que o síndico “consulte um projetista de impermeabilização para aferição da gravidade do problema” quando surgirem “manifestações patológicas referentes às infiltrações”. É esse projetista quem poderá auxiliar o síndico a desvendar o quebra-cabeças das infiltrações, orientando-o para a solução mais adequada.

José Morgado desaconselha o uso das técnicas de injeção de material por debaixo das estruturas, classificando-as como um “paliativo” que não “garante toda estrutura por mais cinco anos”. “A garantia oferecida é para vazamentos pontuais”, afirma. O IBI oferece ao público, gratuitamente, um quadro com os principais problemas gerados pelas infiltrações, acompanhados da respectiva solução técnica recomendada. Estão relatadas situações que envolvem fundações; lajes em contato com o solo, assim como paredes, cortinas e paredes-diafragma [espécie de muro vertical no subsolo, às vezes profundo, usado para contenção]; pilares (em estrutura de concreto); revestimentos de argamassa; pinturas; concreto aparente; e lajes do 1º para o 2º subsolo. Para mais informações, acesse https://ibibrasil.org.br/projetos/.


Matéria publicada na edição - 243 - março/2019 da Revista Direcional Condomínios

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