O condomínio no Conseg e no Vizinhança Solidária

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Pesquisa divulgada no final de julho passado pelo Instituto Sou da Paz, em parceria com o jornal O Estado de São Paulo, mapeou um ranking nos bairros da Capital Paulista relacionado ao Índice de Exposição a Crimes Violentos, apurado sobre o registro de latrocínios, homicídios, roubos, roubos a veículos, entre outros, nos Distritos Policiais de cada região.

O índice mais baixo ficou com o Parque da Mooca e Cambuci, região Leste e Centro de São Paulo. No Parque da Mooca, há um programa de polícia comunitária, que atua de forma integrada com a população, em consonância com políticas traçadas pelo Conseg local. Provavelmente, essa facilidade de comunicação permitiu à PM abortar a tentativa de invasão relatada em "Crimes aumentam e condomínios buscam reforço".

Para a síndica profissional Luzia Maziero Fernandes, os Conselhos de Segurança exercem papel importante na articulação de medidas de segurança e de melhorias urbanas. Luzia é presidente em 2º mandato do Conseg do Itaim Bibi, na zona Sul, e uma das responsáveis pelo pioneirismo do Programa Vizinhança Solidária, implantado no bairro há 9 anos, completados em agosto último. O Vizinhança Solidária do Itaim reúne hoje 146 condomínios e inspirou iniciativas similares na Capital e Região Metropolitana. Na pesquisa, o bairro ficou no agrupamento dos distritos com o 2º menor índice de Exposição a Crimes, assim como Pinheiros, Lapa, Campo Belo, Casa Verde, Vila Maria, Tatuapé, Vila Mariana e Vila Clementino, entre outros. Por fim, o levantamento indicou queda na média da violência, movimento que ocorre, entretanto, de forma desigual entre os distritos. Em bairros próximos da Av. Paulista, por exemplo, houve piora. E as regiões do Pari e Brás foram consideradas as mais inseguras.

Segundo Luzia, as reuniões do Conseg do Itaim Bibi registram a participação de “síndicos, membros do conselho e condôminos interessados em saber através da Polícia Militar e Delegacia informações ou estatísticas sobre roubos e arrastões ocorridos na região”. “Eles também costumam buscar informações sobre o Programa Vizinhança Solidária para organizarem novos grupos.”

Para a presidente do Conseg, os desafios no Itaim vão além da segurança, pois a vocação do bairro é bastante diversificada, “com comércio, escritório, moradia e entretenimento”. As demandas levadas ao Conseg local envolvem até mais problemas com trânsito e barulho que propriamente segurança, diz. “Mas quem participa do Programa Vizinhança Solidária no Itaim Bibi já é parceira da 2ª Cia. da Polícia Miliar, ligada ao 23º Batalhão. Se um condomínio tiver qualquer problema com relação à segurança, é só telefonar direto para a 2ª Cia. Eles costumam chegar em poucos minutos para averiguar o que está acontecendo. Isso não tem preço!”

O Vizinhança Solidária se tornou Lei estadual, a de número 16.771/2018, depois de sua promulgação pela Assembleia legislativa de São Paulo. Ela prevê adesão voluntária, mas garante o apoio da Polícia Militar.


Matéria publicada na edição - 238 - setembro/2018 da Revista Direcional Condomínios

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