Redundância dos sistemas é fundamental à automação da portaria nos condomínios

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A variedade de ferramentas tecnológicas no mercado possibilita que cada prédio adote um sistema personalizado à sua realidade na busca por segurança, praticidade e redução de custos.

Inexiste uma receita, o que funciona bem em alguns locais, como o uso do chaveiro RFID de proximidade, com abertura magnética dos portões, é vetado em outros condomínios, receosos da vulnerabilidade se houver perda ou extravio do objeto. Há condomínios com portaria automatizada que não abrem mão da adoção exclusiva da biometria. Nestes casos, senhas ou códigos são empregados apenas em caso de falha da leitura digital.

Síndicos e gestores que implantaram algumas dessas soluções deixam, a seguir, um escopo mínimo de medidas que devem ser adotadas pelos condomínios interessados em fazer a transição:

- Conhecer antes os sistemas em operação, com visitas a outros prédios;

- A questão é controversa, mas a maioria desaconselha a portaria automatizada ou virtual em edifícios com mais de 40 unidades;

- Levantar exaustivamente todas as informações necessárias e apresentá-las em assembleias de condôminos. Nesses encontros, é importante levar empresas prospectadas para tirar dúvidas dos participantes;

- Garantir a redundância de instalações com gerador, nobreaks e dois planos de assinatura de internet (via banda larga e/ou rádio). O objetivo é evitar falhas na operação da portaria durante interrupções no fornecimento de energia elétrica e/ ou do sinal da internet;

- Manter um profissional de apoio no condomínio, pois ele irá administrar o recebimento de correspondências e encomendas, além de resolver eventuais falhas na operação;

- Adotar um sistema antipânico em parceria com empresa externa de monitoramento. Essencial ainda integrar o alarme de incêndio a este sistema;

- Novos procedimentos devem ser adotados e os moradores orientados, especialmente no caso da automatização, sobre como receber visitas e prestadores de serviços;

- O acesso a imóveis desocupados poderá ser restrito a determinados horários do dia (caso, por exemplo, de unidades para locação ou venda);

- Quando entra em operação, o novo sistema exige ajustes. Por exemplo, um condomínio da Zona Sul de São Paulo, que implantou a automatização no início deste ano, já trocou o mecanismo de acesso dos moradores, antes com senha. Ele introduziu posteriormente o chaveirinho com abertura magnética para diminuir o tempo de entrada dos condôminos.

Foto: Rosali Figueiredo


Matéria publicada na edição - 234 - maio/2018 da Revista Direcional Condomínios

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