Portaria virtual: Síndico faz balanço após dois anos de implantação

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O síndico Cássio H. Daher convive há dois anos com o sistema de portaria virtual no edifício onde mora, na região do Aeroporto, zona Sul de São Paulo. Com apenas 16 unidades, o condomínio mantinha uma taxa elevada de rateio para manter a equipe de funcionários. Por isso, depois de pesquisar cinco empresas e conhecer in loco três experiências bem-sucedidas com o sistema, resolveu adotá-lo, com aprovação em assembleia.

Sindico-Cassio-H-Daher

O condomínio manteve apenas o zelador e reforçou a infraestrutura, principalmente com câmeras, nobreaks e proteção perimetral. Implantou um modelo com “dois anéis de segurança”. Ou seja, há duas barreiras de acesso: da rua para a área interna do empreendimento e desta para a torre. No futuro, poderá instalar um terceiro “anel”: senha para acionamento dos elevadores.

“No início, havia moradores receosos pela ausência de funcionários na portaria, especialmente no período noturno. Mas se todos os sistemas tecnológicos estiverem funcionando e se tiver alguém monitorando 24 horas por dia, o medo será psicológico”, analisa Cássio. Até o momento, o prédio não registrou tentativas de invasão. Houve, sim, lamenta o síndico, problemas internos, pois, de alguma maneira, a presença de funcionários coíbe infrações ou até mesmo atos de vandalismo dos próprios moradores. “Alguns deles têm a presunção de que ninguém está olhando, mas se esquecem das câmeras e do monitoramento”, destaca. Por isso, as ocorrências têm sido notificadas e multadas pelo condomínio.

Quanto ao sistema em si, Cássio aponta que o maior desafio é diminuir o tempo de resposta do funcionário da central para liberar o visitante ou prestador de serviço, notadamente nos horários de pico. Os ajustes são feitos com a empresa contratada, que dispõe, na central, de um balanço online e em tempo real do intervalo de atendimento de cada chamada de todos os condomínios.

Segundo o diretor Amilton Saraiva, que responde pelo contrato do condomínio, a empresa dispõe de dois sistemas de dados para aprimorar o atendimento prestado a cada chamada, o Business Intelligence (BI/ da Microsoft) e a ferramenta SLA (Service Level Agreement /Acordo de Nível de Serviço). Esta última, por exemplo, estabelece metas que a empresa deverá realizar, com as respectivas penalidades contratuais em caso de descumprimento. Amilton Saraiva atua com portaria virtual há quase cinco anos, possui mais de 100 edifícios na carteira, a maioria com no máximo 50 unidades. Atualmente, ele observa mais uma tendência, em direção aos “modelos híbridos”, face à perda da capacidade econômica dos condomínios.


Matéria publicada na edição - 234 - maio/2018 da Revista Direcional Condomínios

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