Zelador: Comprometimento e proatividade nas operações do condomínio

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Muita coisa tem mudado na função de zeladoria, como sua promoção ao nível gerencial entre os prédios maiores e a chegada de mulheres para exercerem um trabalho que antes parecia reservado aos homens. Mas sua relevância permanece e exige cada vez mais proatividade, como mostram os perfis desta reportagem.

Síndico

Em condomínio no bairro da Mooca, Alexandre Barbosa (à dir. na imagem) e Renato dos Anjos respondem, respectivamente, pela zeladoria e sub-zeladoria

Garantir a operação diária das instalações do prédio, estar de prontidão para resolver qualquer emergência, assegurar a manutenção preventiva e corretiva, acompanhar os serviços de prestadores de serviços e atender aos moradores: As tarefas que competem ao zelador são variadas e ininterruptas, renovam-se a cada dia. Por isso, este é um profissional qualificado como o braço direito do síndico, alguém de confiança que deverá responder sempre de forma proativa e eficiente às demandas do condomínio.

Tamanha missão está à cargo do zelador Alexandre Barbosa de Souza e do sub-zelador Renato dos Anjos Martins no Condomínio Edifício Giotto e Tintoretto, empreendimento de 76 unidades e lazer completo localizado no bairro da Mooca, zona Leste de São Paulo. Alexandre começou a trabalhar no local há 18 anos, inicialmente como porteiro, até ser promovido a auxiliar de zelador e, em 2012, ao próprio cargo, residindo no local. Renato chegou depois, em 2014, primeiro como manutencista de uma terceirizada, depois contratado como sub. Eles revezam suas escalas de trabalho no período das 7h30 às 22hs (durante a semana) e das 8h às 18hs (sábados, domingos e feriados).

“Isso aqui é uma fábrica de manutenção”, comentam ao falarem das necessidades do condomínio. Renato faz mais a parte operacional, enquanto o chefe Alexandre se concentra nas tarefas administrativas (cronograma da manutenção, escalas, férias das equipes, cartão de ponto, malotes de documentos, prestadores de serviços, correspondências etc.). Alexandre realiza também a ronda diária da manhã, observando o funcionamento das bombas e demais instalações. E ambos cobrem os horários de refeições dos funcionários das portarias.

Tanto Alexandre quanto Renato dizem que foi na própria lida diária do prédio que acabaram desenvolvendo as habilidades necessárias à zeladoria, completadas (no caso de Alexandre) por cursos técnicos. “Tive que buscar formação já trabalhando aqui. Apesar da função nos manter um pouco presos, foi ela que me deu uma profissão, uma oportunidade, a qual abracei”, avalia Alexandre, casado e pai de duas filhas. E se ele está respondendo bem ou não aos desafios impostos pelo cargo, o síndico José Elias de Godoy dá as devidas orientações quando necessárias, através de reuniões frequentes com o zelador ou nos encontros mensais de toda equipe.

“TOQUE FEMININO”

A trajetória da zeladora Daniela Cristina Gomes mostra que a dedicação pavimenta o caminho do aprendizado e desenvolvimento na profissão. Ela começou a se familiarizar com a rotina condominial na função de porteira, quando descobriu que era neste segmento que desejava crescer. “Fui aprendendo e, quando me vi, já estava assessorando o zelador. Procurei saber sobre segurança, manutenções e fiz cursos, como o de zelador.” Da portaria Daniela passou a auxiliar de zeladoria. Mas o salto maior foi dado em 2016 em outro residencial, o Central Park Jabaquara, na zona Sul da cidade, onde trabalha até hoje. “O síndico conversou comigo, disse que queria uma cara nova no condomínio, um toque feminino na organização e nas responsabilidades. Ele disse que estava me dando a oportunidade, porém a experiência é que iria provar se eu merecia ou não. Agarrei com ‘unhas e dentes’ e estou lá até hoje”, completa Daniela, que cuida da operação do empreendimento de duas torres e 132 unidades.


Matéria publicada na edição - 231 - fevereiro/2018 da Revista Direcional Condomínios

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