Brinquedos: A escolha certa por faixa etária para o playground do condomínio

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O playground constitui espaço de recreação nos condomínios, mas sua função vai muito além disso. Segundo a psicóloga Sirlândia Reis de O. Teixeira, “muitos estudos mostram a relação entre o desenvolvimento motor e o equilíbrio adquirido nas atividades físicas proporcionadas pelo playground, que são capazes de favorecer ainda os aspectos cognitivos, afetivos e sociais”.

Psicóloga Sirlândia Reis de O. Teixeira

A especialista é pós-graduada em Psicologia, membro da Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBrin) e da International Toy Library Association (ITLA), além de autora de três livros sobre educação infantil, brinquedoteca e jogos e brincadeiras.

Abaixo, Sirlândia deixa sugestões aos síndicos e demais gestores de condomínios sobre o tipo de brinquedo ideal para cada faixa etária. 

Idade de 0 a 5 anos

“Nesta faixa etária, o corpo precisa de espaço para se movimentar e interagir com os objetos. Mas é preciso garantir brinquedos seguros e acessíveis, pois o foco será promover a autonomia dos pequenos. No início o bebê se desenvolve por meio da ação e do movimento. Mais tarde ocorre a predominância cognitiva e os brinquedos de desafio ocupam um espaço psicológico importante. Ao final desta fase as brincadeiras de faz-de-conta crescem por promoverem a criatividade e a ampliação da linguagem.”

Sugestões: “Playground multiatividades, gira-gira diversos, escorregadores, gangorras, túneis, cama elástica, piscina de bolinhas (quando coberta e higienizada diariamente), balanços, mesa de atividade, objetos para arremessar, blocos gigantes para montar, cercadinhos, tanque de areia (obrigatoriamente higienizado com frequência), trenzinhos etc. A recomendação é instalar brinquedos seguros, sem parafusos, de preferência em plástico rotomoldado e em espaço separado das crianças maiores.”

Idade de 5 a 10 anos

“No início desta fase os brinquedos ganham vida e a imaginação predomina nas ações da criança. Tudo pode ser transformado pela imaginação. Assim, o playground dessa fase pode contemplar elementos que já contenham formatos de faz-de-conta, como castelos, perfis de animais etc. Porém, no meio desta faixa etária o foco recai sobre os aspectos cognitivos, por isso o playground pode trazer itens com apelos escolares mais fortes. O desafio cognitivo torna-se muito importante para a interação acontecer. Por fim, com crianças já próximas dos 10 anos, o brinquedo coletivo ocupará um espaço maior em suas fantasias, pois eles próprios se organizam para competir e mostrar suas habilidades.”

Sugestões: “Balanços, escorregadores, tubos para passar dentro e fora, gira-gira, casinhas para subir e descer com desafios (tipo corda bamba), corredores também com desafios, trepa-trepa, cama elástica e túneis. A segurança permanece como quesito importante, entretanto, os materiais podem ser mais brutos, incorporando a madeira (como tronco de eucalipto).”

Idade de 10 a 15 anos

“Nesta etapa é preciso que os brinquedos tragam desafios, possibilitem gastar mais energia e estimulem a vivência em grupo. Como a experiência coletiva ganha espaço psicológico, os brinquedos podem favorecer atividades em equipe.”

Sugestões: “Balanços, escorregadores, cama elástica, trepa-trepa, túnel de desafios, jogos de tabuleiro ou mesa, quadras poliesportivas e, se houver espaço fechado, até os games são bem-vindos. Assim como no caso anterior, os materiais podem ser mais brutos (como tronco de eucalipto, madeiras ou mesmo ferro), desde que recebam a devida inspeção.”

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