Dos softwares de gestão ao condomínio ‘no smartphone’.

Escrito por 

Assim como os usuários das redes sociais recebem via smartphone notificações de novas mensagens, curtidas e compartilhamentos de fotos e vídeos, os moradores de um empreendimento de alto padrão localizado no Jardim das Perdizes, região da Barra Funda, zona Oeste de São Paulo, têm acesso a notícias, enquetes, reservas, regulamentos e chegadas de correspondências através de avisos do celular.

Leandro Massari (à esq.) e Renato Alves Sant’Anna são gestores de condomínio que abraçou a tecnologia digital, incluindo a comunicação com os moradores via aplicativo de celular

O aplicativo está na ponta final de um complexo sistema de softwares que viabiliza a gestão do empreendimento em tempo real, através de quatro plataformas diferenciadas, mas interligadas: uma está na base do trabalho da administradora; outra dá suporte à segurança patrimonial e controle de acesso local; há uma ferramenta só para a gestão interna da manutenção; e a última faz a interlocução e presta os serviços aos condôminos.

Neste condomínio-clube com três torres e 330 unidades, entregue em fevereiro de 2016, Leandro Massari responde como síndico profissional e Renato Alves Sant’Anna como gerente operacional. A parceria entre ambos é repetida em outros oito residenciais, às vezes tendo Renato como síndico. Apenas um entre os oito condomínios administrados pela dupla, recém-incorporado à sua carteira, engatinha em termos de tecnologia de informação. Nos demais, destaca-se um prédio com controle de acesso dotado de software de reconhecimento facial, incluindo visitantes previamente cadastrados pelos moradores. Também o empreendimento do Jardim das Perdizes demanda um cadastro prévio de visitantes, já que até mesmo os elevadores são dotados de biometria. Sem cadastro, o elevador não conduz a visita até a unidade, a menos que o anfitrião desça para recebê-la. “Quanto menor a interação humana no processo, maior a segurança da edificação”, justifica Renato.

A tecnologia viabilizou outra medida inovadora no residencial das Perdizes: a criação de um selo de liberação de obras nas unidades, atendendo à ABNT NBR 16.280/2015, norma de gestão das reformas nas edificações. O condômino só pode executar os serviços se dispor da autorização afixada na porta de seu imóvel, com o respectivo número da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) emitida pelo engenheiro responsável. Todo o acompanhamento das obras é feito pelos gestores através da internet.

O síndico Leandro Massari observa, entretanto, que para o sucesso dessas plataformas é essencial que os gestores e suas equipes estejam habilitados para alimentar o sistema, e que os próprios condôminos estejam treinados. “Não adianta implantar sem dar o passo a passo”, destaca. Falta ainda, segundo ele, vencer uma restrição cultural, a do “brasileiro que espera que alguém faça por ele, querendo que tudo esteja no papel”. Com a tecnologia digital, todas as rotinas, documentos, plantas, projetos, cronograma de serviços, liberações, organograma das equipes etc. estão convertidas em bytes “na nuvem”, exigindo maior proatividade dos usuários, moradores ou funcionários. Um caminho sem volta.

Saiba+

- Leandro Massari: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ;

- Renato Alves Sant’Anna: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Matéria publicada na edição - 225 de julho/2017 da Revista Direcional Condomínios

Não reproduza o conteúdo sem autorização do Grupo Direcional. Este site está protegido pela Lei de Direitos Autorais. (Lei 9610 de 19/02/1998), sua reprodução total ou parcial é proibida nos termos da Lei.