Serralheira: Item de segurança e embelezamento dos prédios

Escrito por 

As soluções em fechamento nas edificações devem considerar seu perfil construtivo, ensina o arquiteto e especialista no setor, Flávio Cunha. “A serralheria faz parte da fachada, portanto, precisa ter uma comunicação com a linguagem arquitetônica do edifício, para manter a harmonia”, explica o profissional. Fechamento em gradil, eclusas, portões, esquadrias e até corrimãos para adequação às normas de incêndio fazem parte do escopo que envolve a serralheria no prédio.

Para exemplificar essa comunicação das instalações do condomínio, o arquiteto relata que, para executar uma eclusa, seguirá o padrão de um prédio neoclássico da região dos Jardins. Ali predominam grades e portões em ferro fundido, dotados de chapas dobradas, desenhos e molduras. Em outro prédio em Higienópolis, ele acabou de substituir as grades de ferro verticais da calçada por uma estrutura em módulos e chapa perfurada (Foto acima), combinando “com a linha modernista da fachada”.

Para garantir a adequação dos conceitos, Flávio Cunha sugere aos síndicos que optem por projetos em 3D. “É a melhor alternativa para sua aprovação na assembleia do condomínio. As pessoas têm dificuldade de ler e compreender um desenho técnico. Assim, o 3D mostra como irá ficar o ambiente.” E para evitar que a eclusa se pareça a uma gaiola, ele sugere adotar formatos que deem leveza ao espaço, “como um pergolado em estrutura branca e cobertura em vidro” (se a arquitetura do prédio permitir).

Do ponto de vista da execução dos serviços, o especialista recomenda alinhá-la à data de entrega dos gradis e demais componentes (como fechaduras), de forma que o condomínio não fique com suas entradas abertas e vulneráveis. “Caso contrário, deverá ser feito um fechamento provisório com tapumes”.

TENDÊNCIAS

De uso bastante comum nos condomínios residenciais, o muro de vidro representa boa alternativa aos síndicos, comenta Flávio Cunha. Porém, “mesmo que um condomínio busque a modernização, ele deverá seguir a linha do projeto original. O muro de vidro se caracteriza pela leveza e transparência, combina com vários estilos, mas não entra num neoclássico”, ilustra.

O muro de vidro foi a solução encontrada pelo Condomínio Memphis, bairro de Cerqueira César, em São Paulo, para compor o processo de modernização do edifício construído nos anos 50. Agora, o material está sendo instalado sobre as muretas do guarda-corpo de sua ampla cobertura, a qual passa por retrofit e implantação de áreas de lazer, afirma o síndico Claudio Ferreira Barbosa. A revitalização do condomínio envolveu ainda a recuperação das esquadrias da fachada, 70% em madeira. Ele diz que o ideal seria substituir as janelas, mas como a maior parte dos moradores vive de aposentadoria, é preciso controlar os gastos. Quanto ao muro de vidro, a escolha se baseou na intenção de valorizar, embelezar e dar um ar mais contemporâneo ao edifício. “Ele também facilita a manutenção e conservação da estrutura, além de ampliar a visão”, aponta.

Para a síndica Elisa Malizia Gonçalves, do Condomínio Absolute Moema, zona Sul de São Paulo, o muro de vidro cumpre outra função importante: segurança. O prédio implantado há cerca de 12 anos tinha gradil com “barrinhas” horizontais que poderiam servir de degraus para a escalada e invasão das áreas internas. Além de ter eliminado o problema, o vidro amplia a visibilidade do porteiro, arremata Elisa.

Matéria publicada na edição - 215 - agosto/2016 da Revista Direcional Condomínios

Não reproduza o conteúdo sem autorização do Grupo Direcional. Este site está protegido pela Lei de Direitos Autorais. (Lei 9610 de 19/02/1998), sua reprodução total ou parcial é proibida nos termos da Lei.