Terceirização: Normas e procedimentos para tranquilidade do síndico

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Três dos quatro condomínios em que atua o síndico profissional José Eduardo Rubira Silveira possuem funcionários terceirizados. Um deles é o Stupendo Mooca, residencial com ampla área de lazer localizado no coração deste bairro da zona Leste de São Paulo, com três torres e 204 unidades. Na profissão há 13 anos, administrador com MBA em Gestão Executiva de Empresas, José Eduardo procura obter eficiência do serviço prestado por terceiros. Um cuidado é fundamental, ressalva: toda interlocução é feita com os supervisores ou líderes de equipe das prestadoras contratadas. No caso do Stupendo, o gerente predial acompanha diariamente os resultados do trabalho e os repassa às esferas adequadas.

Além da portaria e controle de acesso, funções de limpeza também são terceirizadas. “Temos um plano de trabalho organizado, cada funcionário possui um cronograma e conhece a sequência de tarefas que irá executar. O gerente observa o resultado, pois às vezes eles caem na rotina e nem percebem que algo deixou de ser limpo. Isso é comunicado aos encarregados e à supervisão”, descreve o síndico. O funcionário orgânico do condomínio também fica atento ao uso de EPI (Equipamentos de Proteção Individual). “As prestadoras fornecem uniformes e os equipamentos, mas ficamos de olho para o uso de botas e luvas”, diz.

Quanto aos uniformes, o síndico afirma que, às vezes, a supervisão protela sua renovação, levando os funcionários a trabalharem com vestuário desgastado. Esse é mais um item que exige acompanhamento, destaca. “A supervisão deve cuidar para que os funcionários estejam sempre bem apresentados”, sugere. Nos condomínios que administra, José Eduardo diz que os terceiros têm acesso a vestiários e refeitórios (separados, masculino e feminino), enfim, às instalações que os residenciais oferecem para os trabalhadores.

TERCEIRIZAÇÃO DE ZELADORES

Síndica do Condomínio Living Concept, Clarice Robles Egea convive com a terceirização de serviços desde a entrega do prédio na região do Morumbi, zona Sul de São Paulo, em princípios desta década. Ali, toda equipe atua sob essa modalidade de contrato, inclusive o zelador, situação ainda incomum entre os condomínios.

Clarice diz que a experiência tem sido bem sucedida, inclusive com funcionário qualificado e fidelizado no exercício da função. Acompanhe a seguir o depoimento da síndica:

“Existe um paradigma de que apenas zeladores orgânicos servem para prestar um bom serviço ao condomínio, porque se fossem terceirizados, diz-se que eles poderiam omitir informações, burlar regras etc., favorecendo a empresa em detrimento do cliente (condomínio). Na prática observamos que isto não ocorre, o zelador fica inteiramente alinhado com as regras do condomínio e atua fidelizado à gestão do síndico. Quando isso não acontece, acionamos a terceirizada, que nos auxilia nas devidas correções e, em último caso, solicitamos a reposição por um outro zelador. É algo – a substituição - que dificilmente faríamos com zelador próprio (orgânico). Com a terceirização é muito fácil e absolutamente sem custos. Eu, particularmente, não troco zelador terceirizado por orgânico.”

Matéria publicada na edição - 214 - julho/2016 da Revista Direcional Condomínios

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