Segurança no condomínio: inteligência contra riscos e golpes

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Os equipamentos evoluem para acompanhar as necessidades crescentes de segurança física e patrimonial nas grandes cidades. Enquanto isso, os condomínios reforçam seus sistemas com tecnologia de ponta, treinamento e novos procedimentos de controle de acesso, para vencer a astúcia dos criminosos.

Um residencial de alto padrão na região do Alto de Pinheiros, na zona Oeste de São Paulo, reflete bem a aposta que os condomínios estão fazendo na área de segurança patrimonial: atualização e reforço tecnológico, com vistas a proteger melhor tanto moradores quanto funcionários. Se comparado à maioria dos edifícios, o residencial até que já possui um sistema bem complexo, composto pelo apoio de vigilantes externos; controle de acesso; blindagem na guarita; eclusas; sistemas de identificação de moradores, visitantes e prestadores de serviços por senha e RFID; além de um centro de monitoramento de câmeras com porta blindada.

A tecnologia, porém, está defasada. As câmeras do CFTV eram analógicas e estão sendo substituídas por versões digitais, melhorando a resolução das imagens, especialmente no período noturno, já que toda área comum é extensa e bem arborizada. Dos 180 equipamentos, 80% já foi trocado, diz o gerente predial local, Cristovão Luís Lopes, que é síndico profissional em outros nove empreendimentos. O controle de acesso também está passando por mudanças, com implantação de biometria “de última geração” e reforço das eclusas. E o centro de monitoramento, em local seguro do condomínio, será modernizado.

Cristovão Luís Lopes reconhece que o condomínio está apostando alto, fugindo ao padrão de investimentos da maioria dos edifícios, mas que é preciso “eliminar todos os possíveis furos da segurança”. “E tenho certeza que daqui a quatro anos teremos que mudar tudo novamente”, arremata. Nos demais condomínios em que atua, o compasso é mais pausado, reconhece. A prioridade recai sobre a atualização das câmeras e implantação de alguns recursos de identificação biométrica. O síndico avalia que a maioria ainda peca no básico: faltam eclusas, caixas de passagens de documentos e objetos, câmeras de boa resolução etc.

FORTALECENDO O CONTROLE DE ACESSO

Sem tanta sofisticação como o residencial do Alto de Pinheiros, mas igualmente preocupado em reforçar a segurança, o Condomínio Edifícios Flávia e Fernanda, localizado no bairro da Aclimação, em São Paulo, resolveu fortalecer o controle de acesso. Uma mudança no CFTV foi promovida há cerca de três anos, mas agora as ações visam a “blindar a entrada de estranhos ao condomínio, controlar melhor o acesso de veículos e pedestres, e dar mais segurança ao térreo e às garagens”, descreve a síndica Rosana Moraes.

O passo inicial foi a contratação de um diagnóstico “sobre a vulnerabilidade da entrada principal do condomínio”, ou seja, um estudo de risco em torno da atual condição do prédio. Posteriormente, ocorrerá a implantação, em etapas, do projeto de readequação da nova entrada de pedestres e veículos. Rosana considera fundamental a realização do diagnóstico especializado, “já que, anteriormente em outra obra, sem consultoria técnica, pagamos duas a três vezes pelo mesmo trabalho até acertar e finalizar”. A síndica diz que aproveitará as intervenções para promover a adequação de acessibilidade no condomínio. “Temos uma população com idade avançada e alguns moradores com mobilidade reduzida, assim, aproveitaremos essa readequação para atender às normas de acessibilidade previstas em lei.”

Matéria publicada na edição - 212 - mai/2016 da Revista Direcional Condomínios

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