Como aplicar a coleta seletiva nos condomínios

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O meio-ambiente também deve ser uma preocupação da equipe de zeladoria dos condomínios.

Atualmente muitos resíduos podem ter destinação específica e não serem mais descartados no lixo. O mais comum é termos a implantação de lixeiras para papéis, vidros, metais e plásticos. Mas também existem empresas interessadas no óleo de cozinha e, mesmo o resíduo orgânico, pode ser direcionado para compostagem no local (existem países que utilizam sistemas de coleta dos resíduos orgânicos por dutos para geração de energia).

O bom funcionamento da coleta seletiva dependerá de espaço, investimento e do interesse de empresas em fazer uso do resíduo descartado.

Normalmente o resíduo reciclável deverá ser separado do lixo por meio de lixeiras coloridas ou sacos plásticos de cores diferentes.  Geralmente o azul é utilizado para papel, o verde para vidros, o amarelo para metais, o vermelho para plásticos e o preto para o lixo que será descartado.

Definida a separação, o condomínio deverá adotar, em conjunto com os moradores, qual a melhor forma de descarte: lixeira grande de uso comum, ou lixeiras individuais em cada apartamento. Há, também, empresas que prestam consultoria para o condomínio implantar um programa de reciclagem.

O espaço que receberá os reciclados deve ser ventilado e não pode conter muitas lâmpadas, já que esses materiais são inflamáveis. É importante que o local de descarte seja de fácil acesso para quem deposita o lixo e também para quem os recolhe.

Óleo de cozinha

Alguns resíduos carecem de um cuidado especial. É o caso do óleo de cozinha, das pilhas e das lâmpadas fluorescentes, que contêm materiais altamente contaminantes. O mais aconselhado a fazer para descartá-los é armazenar individualmente cada um deles e levá-los até um ponto comercial que se comprometa com a reciclagem desse tipo de material. No caso do óleo de cozinha, o próprio condomínio pode guardar o fluído utilizado em um grande recipiente. Basta comprar, apenas uma vez, uma bomba e um funil e, na hora do descarte, ligar para uma cooperativa que retire esse material e dê a ele a destinação correta.

Se cada um fizer a sua parte, a sociedade e as futuras gerações serão beneficiadas.

Foto: André Martins Paulo Peres é diretor da UniAbralimp - Unidade de Formação Profissional pertencente à Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional).
Mais informações: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

 

Matéria complementar da edição - 184 de out/2013 da Revista Direcional Condomínios

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