Mix de soluções proporciona redução estável do consumo de água nos condomínios

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A possibilidade aventada pela Sabesp de que a cidade de São Paulo poderia enfrentar até cinco dias seguidos de torneiras secas em 2015 assustou síndicos e condôminos. Eles aceleraram a implantação de soluções para ajustar o consumo e ampliar as reservas, como sistemas de reuso e de captação da água da chuva; perfuração de poços artesianos; individualização dos hidrômetros; identificação e correção de vazamentos nas unidades e prumadas; instalação de redutores de vazão em torneiras, chuveiros e descargas; monitoramento diário dos relógios; e campanhas por mudanças em hábitos de consumo.

No Maison Des Arts, localizado no Alto da Lapa, zona Oeste de São Paulo, um conjunto de medidas baixou a conta mensal da Sabesp em dois terços. O síndico profissional Gilberto Berton, que assumiu o cargo no empreendimento em 2012, diz que havia já na época preocupação com a redução do consumo. Naquele ano, o prédio de 44 unidades registrava uma conta média mensal de R$ 13 mil. Com o início de utilização de água de reuso na rega dos jardins e limpeza das áreas comuns, ela caiu a R$ 11 mil em 2013. Já em 2014, com a contratação de empresa especializada para identificar possíveis vazamentos nas unidades, a média do gasto mensal baixou para R$ 7 mil. “Cada apartamento possui cinco banheiros, identificamos problemas em muitas caixas acopladas, o condomínio pagou a mão de obra e o morador custeou as peças”, relata. E em 2015 foi promovida a individualização dos hidrômetros, levando a fatura a um patamar médio de R$ 4 mil mensais.

Também no condomínio da síndica Telma Carvalho, o Portal Marajoara, com cinco torres e 320 unidades, o trabalho pela redução do consumo tem sido realizado “em várias frentes”, com resultados significativos. O valor nominal da conta, contabilizando-se os bônus da Sabesp, chegou a R$ 14.054,30 em junho passado, contra a média de R$ 24 mil de 2008. Segundo Telma, as medidas de economia no condomínio da Vila Isa, na zona Sul da cidade, começaram bem antes da crise atual. Há cerca de quatro anos, ao reformar o piso da quadra poliesportiva, localizada em área bastante úmida, foi providenciado um sistema de drenagem que canalizou a água do lençol freático para uma cisterna quadrada enterrada no jardim (reserva destinada à rega dos jardins e limpeza das áreas comuns). Em janeiro deste ano, o sistema ganhou o reforço de outra cisterna no subsolo para reter a água da chuva. Tudo isso foi acompanhado por um programa de caça vazamentos nas unidades, pela individualização dos hidrômetros e o fechamento temporário de três salões de festas e das churrasqueiras.

Matéria publicada na edição - 204 de ago/2015 da Revista Direcional Condomínios

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