Residencial em SP implanta cisternas e drena água de jardineira para economizar

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Desde o início da crise d’água, os moradores do Condomínio Absolute Moema começaram a diminuir o consumo em suas unidades de quatro dormitórios, o que os contemplou com o bônus da Sabesp e levou a uma queda de 50% no gasto mensal do condomínio, afirma a síndica Elisa Malizia Gonçalves. “Não temos poço artesiano, nem água de mina ou individualização da leitura dos hidrômetros”, observa. O jeito foi apostar principalmente na tomada de consciência de cada uma das 26 unidades do prédio de quatro anos, ajudando-as inclusive a localizar vazamentos.

Mas a redução é obra também de três pontos de captação e aproveitamento da água da chuva que a síndica introduziu no empreendimento, com apoio do gerente predial Luiz Alberto Santos Caldas. O prédio já dispunha de um sistema de tubulação que capta a água do respingo do ar condicionado dos apartamentos para a rega dos jardins laterais.

A síndica e o gerente escolheram três áreas do condomínio aonde poderiam instalar tambores ou cisternas para reter a água da chuva. O ponto mais improvável, mas que deu certo, é uma jardineira elevada que fica contígua à piscina. Ela já contava com drenagem, que inclui pedriscos e favorece a filtragem. Desta forma, o gerente predial instalou por debaixo da floreira uma tubulação que direciona a água da irrigação das plantas e terras (incluindo a da chuva) a cinco tambores de 100 litros cada.

No lado oposto do prédio, a laje da academia funcionou como segundo ponto de captação, preenchendo facilmente uma cisterna de mil litros. E na garagem (subsolo), outra cisterna com a mesma capacidade recebe água dos ralos, aqui também com um sistema próprio de tubulação. “A ideia era aproveitar a instalação de descarte da água pluvial do prédio, armazená-la e utilizá-la nos jardins e lavagem dos pisos das áreas comuns”, explica a síndica Elisa.

Como a água não é potável, cuidados extras devem ser tomados nessas instalações, adverte o gerente Luiz Alberto: cadeados nas torneiras; tampas e telinhas nas cisternas e tambores para evitar o acúmulo de detritos e formação da larva da dengue; aplicação de dosagem correta de cloro; além de registros que previnem transbordamentos. “Estudamos agora a viabilidade técnica para implantarmos reservatórios na cobertura, de forma a disponibilizar a água da chuva às unidades”, comenta, por sua vez, a síndica. Ela afirma que seu condomínio procura reaproveitar até mesmo a água da “retrolavagem da piscina”. “Água aqui é um bem precioso, é ouro”, arremata Elisa Gonçalves.

Matéria publicada na edição - 201 de mai/2015 da Revista Direcional Condomínios

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