Tratamento químico da água da piscina

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Depois da água limpa, ou seja, livre de sujeiras visíveis, é hora de deixá-la balanceada e saudável. A água da piscina deve ser tratada quimicamente para tornar-se balanceada (não provocando irritações na pele e olhos) e saudável (livre de bactérias, fungos e odores).

Para manter a água balanceada, o pH (potencial de hidrogênio) deve ter um nível entre 7,2 e 7,6. Isso assegurará o conforto dos banhistas, a proteção dos equipamentos e a ação eficaz dos produtos químicos. Nível de pH baixo demais acarreta rápida perda de cloro, corrosão de superfícies, irritação nos olhos dos banhistas e, em caso de piscinas de vinil, enrugamento do material. Já pH alto demais causa desinfecção deficiente, formação de incrustações, turvação da água e também irritação nos olhos. Há no mercado fitas teste para que se verifique o nível de pH. Nas piscinas de uso coletivo, o ideal é que esse procedimento seja feito todos os dias, e ajustado se for o caso (os alcalinizantes aumentam o pH; já para baixar o pH são usados os acidulantes).

Para o tratamento químico da água, o produto mais utilizado é o cloro granulado ou hipoclorito de cálcio (65% de cloro ativo). A presença constante de residual de 2 a 4 ppm (partes por milhão) de cloro livre é suficiente para manter a água desinfetada. Além da cloração, um tratamento químico criterioso deve combinar a oxidação de choque e a estabilização do cloro. A oxidação "queima" os restos de microorganismos mortos pela desinfecção. Somente após a oxidação de choque é possível garantir que o cloro adicionado à água se converta em cloro livre, com alto poder de desinfecção. A oxidação de choque é necessária no início ou reinício do tratamento da piscina, após chuvas intensas, especialmente no verão, ou após uso intensivo da piscina por grande quantidade de usuários. Nas piscinas de uso intensivo, a oxidação é indicada semanalmente. Já a estabilização do cloro livre (necessária para piscinas expostas ao sol), impede que os raios ultravioleta consumam rapidamente o residual de cloro livre e anulem a ação desinfetante.

Segundo Armando Nascimento, engenheiro especializado na manutenção de equipamentos para piscina, as empresas fabricantes de produtos químicos oferecem cursos específicos para tratadores de piscinas, ideal para zeladores. O condomínio pode optar, ainda, por tratamentos alternativos, como os geradores de cloro, os ionizadores, os ozonizadores e o ultravioleta. "Esses processos alteram de alguma forma a água para combater as impurezas", completa.

Cuidados com os produtos químicos

A falta de hábito de ler as instruções de uso e segui-las corretamente, aliada a grande variedade de produtos químicos destinados ao tratamento da água de piscinas, tem aumentado o número de acidentes com danos físicos ao tratador da piscina ou até danos materiais aos equipamentos. Há produtos químicos incompatíveis entre si. É preciso evitar a mistura dessas substâncias e armazená-las separadamente. Anote algumas dicas para armazenar e manusear com segurança esses produtos:

- Nunca armazene produtos químicos líquidos acima de produtos sólidos.

- Armazene os produtos químicos em suas embalagens originais fechadas, em local limpo, fresco e seco, ao abrigo da luz solar direta, fora do alcance de crianças e animais domésticos e separados de líquidos como óleos, graxas, tintas e solventes. Essas misturas podem causar fogo ou explosão.

- Ao realizar o tratamento da água, utilize luvas, óculos e máscara de segurança para proteger-se do contato com produtos químicos. Para homogeneizar soluções de produtos utilize um pedaço de tubo plástico (PVC), nunca as mãos ou objetos metálicos.

- Em caso de contato com a pele ou roupas, remova o produto com escova seca e depois lave com água e sabão por pelo menos 15 minutos.

- Nunca misture produtos químicos entre si. Não misture um cloro com outro cloro. Embora todos eles liberem o cloro livre na água, sua mistura – quando concentrados – pode ser incompatível, produzir fogo e/ou explosão.