Praticidade e segurança para o condomínio

Escrito por 

Os modernos sensores de presença ajudam na economia de energia. E, com as luzes de emergência em dia, o condomínio fica mais seguro.

Os sensores de presença vêm substituindo com muito mais comodidade as antigas minuterias, tanto em halls como em garagens, escadas e áreas externas. Os sensores acionados por infravermelho detectam a presença de pessoas ou de algum corpo com temperatura diferente do ambiente. Há também os modelos acionados por ultrassom, mais sensíveis, ideais para ambientes fechados, sem correntes de ar. O condomínio não deve esquecer também da iluminação de emergência. Ela é acionada, principalmente nas escadas, na falta de energia elétrica.

A Tektron é fabricante de sensores de presença e iluminação de emergência e adotou como padrão em todos os sensores o fusível de proteção. "Ele funciona como proteção em caso de defeito ocorrido na instalação ou um surto de tensão na rede elétrica. Assim, queima o fusível e não o sensor", explica Leonardo Moreira, gerente técnico da empresa, que dispõe também do sensor infravermelho com fotocélula inclusa de uso opcional. "O produto é indicado para casos em que o sensor não precisa funcionar durante o dia", comenta o gerente. Diante da variedade de produtos, a Tektron conta com um suporte técnico especializado, disponível para fornecer dicas de instalação e orientar quanto ao tipo de sensor mais indicado para cada caso.

A Ifox Engenharia Eletrônica oferece sensores de presença microprocessados, uma tecnologia que pode ser aplicada tanto nos sensores por ultrassom como nos por infravermelho. "É um sistema mais confiável e seguro, que permite ao usuário escolher o tempo que o sensor deverá ficar aceso", diz José Geraldo Barbosa, proprietário da Ifox. Em garagens, a empresa instala sensores interligados a uma central gerenciadora com sistema microprocessado. Para iluminação de emergência, centrais interligadas com bateria alimentam áreas como garagens, halls e escadas em caso de falta de energia elétrica. São utilizadas baterias estacionárias, seladas e isentas de manutenção. Mesmo assim, orienta Barbosa, depois de um ano é necessário trocar as baterias. "O ideal, após instalar o sistema, é manter um contrato de manutenção. Simulamos a falta de luz para checar como estão as baterias. Ou, então, o zelador deve ser treinado para fazer esse procedimento", constata. Para o proprietário da Ifox, o ideal é dispor de uma iluminação de emergência com autonomia de 2 ou 3 horas de uso. "Uma bateria com autonomia de uma hora só funciona para efeito do Habite-se do prédio", comenta.

Existem também as luzes de emergência independentes, mais fáceis de instalar. "É preciso só uma tomada para carregar a peça", conta Leonardo Moreira, gerente da Tektron, que fabrica dois modelos, equipados com baterias seladas de 6 v. "Quando o aparelho percebe que não há mais energia, a bateria acende a luz de emergência." 

A Ligação, loja especializada em iluminação e elétrica, comercializa luz de emergência com bateria com 6 horas de autonomia (com uma lâmpada acesa) ou 3 horas de autonomia (para duas lâmpadas acesas). A empresa revende também sensores de presença dos mais diversos modelos e indica um instalador especializado.

Segurança e economia

Além da comodidade, contar com sensores de presença no condomínio é também fator de segurança. Fred Hercz, proprietário da Fred Tell, recomenda os sensores por infravermelho nas áreas externas do condomínio, principalmente junto ao muro ou grade. "A iluminação ajuda a assustar a pessoa, se ela estiver pensando em pular o muro e, ainda, garante nitidez na gravação das imagens pelo circuito fechado de TV. Sem uma iluminação adequada, a câmera não captará imagens com boa definição", explica Hercz, que indica uma limpeza periódica para retirar o pó dos sensores e dar a eles uma sensibilidade maior.

Outra vantagem dos sensores de presença é a economia de energia elétrica. "Nas garagens, os sensores economizam mais de 60% de energia", afirma Márcio Missao Babazono, engenheiro eletrônico e sócio da Flash Automação. Há dois modelos possíveis de instalação: com sensores por ponto (ou sistema parcial, que deixa os corredores da garagem acesos e os sensores nas vagas) e a central de gerenciamento (indicada para garagens maiores, com muitos pontos; quando o carro entra na garagem, acendem todos os pontos). "Fazemos um cálculo de economia para saber qual o sistema mais vantajoso para o condomínio, de acordo com o número de luminárias. O ideal é que o sistema se pague em até 10 meses com a economia gerada", informa Missao.

A Rovimatic oferece um controlador de iluminação para garagens, indicado para áreas grandes, acima de 50 vagas. O aparelho é um "desligador inteligente" das lâmpadas da garagem. Quando chegam carros ou pessoas, as luzes se acendem automaticamente, por um período escolhido pelo cliente. A outra forma de controlar a iluminação da garagem é o sistema modular microprocessado. Segundo Carlos Tempel, proprietário da empresa, cada módulo comanda até quatro sensores. "Dependendo do tamanho da garagem, instalamos 3 ou 4 módulos. Pode ser programado o tempo em que a lâmpada ficará acesa depois do último movimento", orienta. A Rovimatic faz uma visita técnica ao condomínio para diagnosticar o melhor sistema para a garagem e verificar se as lâmpadas usadas são adequadas. Para o uso de sensores, as lâmpadas não podem ser de partida convencional e sim de partida rápida ou eletrônica, explica Tempel.

Matéria exclusiva para site Direcional Condomínios publicada em novembro de 2009