Alarmes monitorados - tecnologia e proteção

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Quando se escolher morar em um condomínio, uma das maiores vantagens é a segurança. Para atingir esse objetivo, os prédios investem cada vez mais em equipamentos eletrônicos. Um deles é o alarme monitorado. Hoje, é um dos serviços indispensáveis para controlar a entrada de invasores nos prédios.

Segundo Selma Migliori, presidente da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos), antes de instalar um sistema de alarmes, é importante a elaboração de um projeto de segurança. “O síndico deve analisar os pontos mais vulneráveis e locais de acesso ao prédio para evitar qualquer tipo de tentativa de invasão. As instalações dos equipamentos dependem da necessidade do condomínio”, explica. Ela também destaca a utilização do monitoramento externo: “É importante que o edifício esteja conectado com uma central por meio de uma linha telefônica, rádio ou celular. Geralmente, essa empresa faz a instalação e a manutenção do equipamento.”

Já o consultor de segurança e instrutor do Secovi-SP, Florival Ribeiro, afirma que, apesar de a maior parte dos condomínios contratar empresas para monitorar, o serviço também pode ser realizado pelo prédio. “Quando é realizado internamente, a ação é imediata. O porteiro já avisa para todos os apartamentos, que podem se proteger. Já no monitoramento externo, o processo é muito mais demorado. No momento de um roubo, essa empresa vai perguntar para o porteiro senha, contra-senha, etc. Somente depois é que as providências serão tomadas. Às vezes, o ladrão até já saiu do prédio”, revela Ribeiro.

Entre os alarmes mais modernos, existem recursos avançados. “O síndico pode contar com um equipamento que faz a interconexão entre o circuito fechado de televisão (CFTV), cercas elétricas, sensores, botões de pânico, vaga de emergência e o serviço de alarme monitorado 24 horas. Assim, os condôminos, a guarita e a Central de Monitoramento são acionados simultaneamente caso ocorra algum imprevisto. O sistema é bastante eficiente para evitar arrastões em prédios, pois permite que todos os moradores sejam avisados”, considera Ana Carolina David da Silva, coordenadora de marketing de uma fabricante de alarmes.

Mas o consultor de segurança em condomínios, Marcos Paiva, alerta que podem ocorrer alguns problemas: “Às vezes, os ladrões cortam a linha telefônica e a central não recebe o aviso. Por isso, um sistema eficaz é o GPRS, que utiliza a internet do celular para se comunicar com a central. Esse equipamento não pode ser cortado. Deve-se tomar cuidado também com a instalação. Se mal feita, o alarme fica disparando. Para resolver o problema, muitas empresas até desligam e se acontecer uma invasão, não vai funcionar”, comenta Paiva.

Para Ribeiro, mais importante do que investir em equipamentos eletrônicos é integrar as pessoas na proteção do condomínio. “Quem faz a segurança não é o equipamento, mas sim as pessoas. O comportamento dos moradores e funcionários do prédio ajuda a evitar esses tipos de ocorrências”, avalia o consultor.

Matéria publicada na Edição 127 de agosto de 2008 da Revista Direcional Condomínios.