Paisagista orienta síndicos sobre espécies mais adequadas para cada tipo de ambiente

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Arquiteta especializada em paisagismo, Daniela Sedo orienta a seguir sobre espécies indicadas para os mais diferentes espaços dos edifícios, lembrando que é apenas um recorte. Existe ampla variedade que se adapta ao clima brasileiro, pondera.

Áreas externas sobre laje ou próximas a tubulações

Procure utilizar espécies de baixo porte e com raízes rasas sobre as lajes, como Bromélias, Agapantos, Íris Azul, Lírios, Phillodendros, Cycas etc. As demais áreas externas podem ser contempladas com cercas vivas altas (acima de 3m) de Pinheiros em geral (como Podocarpo e Kaizuka); ou cercas vivas baixas (entre 1m e 2m), formadas pelas espécies Thumbergia erecta, Murta, Hibisco e Ixora, por exemplo.

Áreas externas livres com solo permeável

Opção 1: Palmeiras e árvores de médio e grande porte. Áreas livres de condomínios devem ter sombra e espécies que valorizem a vegetação. Caso das Palmeiras Dypsis, que são exuberantes e podem ser plantadas já com 4m de altura. A espécie combina com jardins tropicais bem como com os mais clássicos, sendo utilizada como fundo para o paisagismo;

Opção 2: Árvores com flores e perfume também fazem sucesso em condomínios, caso do Jasmim Manga, espécie asiática e muito difundida no Brasil. Ela possui flores perfumadas e folhas largas, o que facilita a limpeza tanto em áreas de passagem como próximo às piscinas. Gosto muito de utilizar esta árvore em jardins tropicais e exuberantes.

Áreas cobertas internas

Opção 1: Palmeira Chamaedorea. Existem diversos tipos da espécie, indicada para locais de sombra, porém com claridade natural. Seu porte varia de 1m a 3m e ela pode ser plantada em vaso ou diretamente sobre o solo. Sua rega é moderada, de 2 a 3 vezes por semana;

Opção 2: Folhagens brilhantes e grandes são ótimas para locais cobertos, como as espécies da família dos Phillodendros. Dentre eles o Pacová, muito conhecido para uso em vaso, mas também o Phillodendro Angolado. Este possui folhas mais largas e desenhadas. A rega deve ser realizada no mínimo 3 vezes por semana.

Jardineiras e floreiras

Opção 1: A Kalanchoe é uma espécie pouco utilizada e muito interessante para floreiras que necessitam de planta florida e pequena. Ela possui um buquê de flores coloridas (vermelha, amarela, rosa e branca) bem marcantes e sua folhagem exótica dura o ano todo. A espécie exige pouca água (pode, inclusive, apodrecer com excessos);

Opção 2: O Jasmim amarelo é outra boa opção para jardineiras com espaço suficiente para espécies volumosas. Seus ramos caem para frente, podem formar uma cortina verde com flores amarelas a partir dos topos de muros, por exemplo. Mas exige rega e adubação constante, garantindo assim folhas vistosas e flores durante boa parte do ano.

Churrasqueiras e playgrounds

Opção 1: Arvores frutíferas combinam com esses locais. A Pitanga é bem indicada, pois tem galhos mais resistentes à “escalada” das crianças. Seu porte varia de 3m a 5m de altura e a copa costuma ser pequena, perto de 1m a 2m de largura;

Opção 2: Hortas de temperos como Alecrim e Manjericão são ótimas, porém exigem rega diária.

Calçada da rua

Opção 1: O Resedá é boa opção, espécie de porte médio. Quando adulta (mais de 10 anos) chega a 5m. Possui 2 cores de flor, branca e rosa;

Opção 2: O Ipê amarelo também é ótima alternativa. Quando plantado deve ser tutorado e protegido, para evitar vandalismo. Floresce entre o final do Outono e a Primavera.

 

Fonte: Arquiteta e paisagista Daniela Sedo

Fotos: Rosali Figueiredo

Matéria publicada na edição - 197 de dez-jan/2015 da Revista Direcional Condomínios