Síndicos e condôminos do Itaim Bibi (SP) se unem por segurança e melhorias

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O corredor de ônibus da Av. 9 de julho, no trecho compreendido entre as avenidas São Gabriel e Cidade Jardim, é uma conquista recente dos síndicos agrupados em um dos bolsões que compõem o programa Vizinhança Solidária do Itaim Bibi, em São Paulo. O programa se notabiliza pelo pioneirismo de uma iniciativa que começa a replicar em outras regiões da cidade. Ele representa a mobilização de um coletivo de condomínios - no caso, mais de cem -, em prol da segurança do bairro, com apoio da PM local e do Conselho de Segurança (Conseg).

Participantes do Vizinhança Solidária do Itaim Bibi se reúnem com frequência para buscar melhorias para o bairro. Encontro informal na pizzaria em 23/10 juntou 14 pessoas, entre elas, a síndica Luzia Maziero e Maristela Bernarco (ambas estão de marrom, à esq. na foto)

Lançado há cinco anos pela ex-subsíndica Maristela Campos Bernardo, o Vizinhança Solidária inspirou um pequeno comitê informal de síndicos a lutar por outras melhorias no bairro. De acordo com a síndica Luzia Maziero Fernandes, o Vizinhança se reúne todo mês “para cuidar da dinâmica da segurança”. No entanto, alguns dos representantes dos prédios se encontram uma semana antes para “jogar conversa fora, comer pizza e trocar ideias”, quando tratam de demandas como campanhas do agasalho e acionamento de órgãos públicos para corrigir falhas na iluminação, no abastecimento de água etc.

Uma das conquistas recentes é o corredor de ônibus no trecho final da Av. 9 de julho. “Fomos na contracorrente, porque a circulação anterior atrapalhava a entrada e saída nas ruas do bairro, havia assaltos”, observa Luzia, atual coordenadora do Vizinhança. O primeiro abaixo-assinado data de 2010, mas foi em 2013 que a solicitação dos síndicos começou a ser trabalhada em reuniões na Sptrans e Subprefeitura. “Saiu em 25 de janeiro de 2014. Fizeram o corredor de ônibus, não tiraram uma árvore, plantaram mais e deu certo. Observamos, porém, que não colocaram lixeiras nos pontos, ficava uma imundície na grama. Voltamos a nos mobilizar e resolvemos o problema. Acredito que seja uma corrente do bem. Nos encontros, a gente conversa, vai se articulando e, melhor que isso, passamos a nos conhecer e a nos cumprimentar na rua. Ficou uma coisa meio interiorzão, legal”, comemora a síndica.

Fotos: Rosali Figueiredo

Matéria publicada na edição - 196 de nov/2014 da Revista Direcional Condomínios