Diversão nas férias escolares: O que vale é a criatividade e o desafio

Escrito por 

Três principais faixas etárias costumam frequentar as áreas comuns dos condomínios, especialmente nos finais de semana e férias: os pequeninhos, que precisam sempre do acompanhamento de um adulto responsável; as crianças maiores, com mais autonomia, porém, elas ainda necessitam da supervisão de um adulto; e os adolescentes. Os profissionais em recreação observam que após os 15 anos os adolescentes ficam mais reticentes em compartilhar os espaços de lazer. Mas para a psicóloga e pedagoga Sílvia Bedran, especializada em psicodrama, eles podem ser mobilizados se o condomínio souber trabalhar uma programação que lhes desperte a curiosidade e traga desafios, como competições de tabuleiro, pingue-pongue, baralho, gincanas, caça ao tesouro e esportes. "São jogos com visão lúdica", aponta. 

Já para os pequenos, se o residencial tiver poucos recursos materiais e financeiros, uma boa quantidade de sucata e uma dose certa de criatividade podem garantir a recreação, desde que haja um direcionamento inicial. "Não precisa ficar o tempo todo ao lado da criança, mas abrir o campo para que ela crie e flua em sua brincadeira. Enquanto a criança constrói, ela repensa os sonhos", explica Sílvia. A brincadeira estimula o desenvolvimento motor, a memorização, o raciocínio lógico e a socialização, finaliza a especialista.

Matéria publicada na edição - 195 de out/2014 da Revista Direcional Condomínios