Segurança - Sistema de CFTV em condomínios

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OLHARES INTEGRADOS A TODO O SISTEMA

Elizabeth Grabenweger é síndica há pouco mais de três meses e não teve dúvidas de onde deveria começar as melhorias necessárias quando assumiu. A segurança do condomínio foi prioridade. “Há 30 anos não se investia no prédio. Além do mais, estávamos muito defasados em termos de procedimentos. Para se ter uma ideia, ainda era permitida a entrada de entregadores nos andares durante o dia”, conta a síndica. Em relação aos equipamentos, o prédio tinha poucas câmeras, que não gravavam. Hoje, os porteiros já contam com a visualização, no monitor da portaria, de dez pontos do edifício através do CFTV.

A síndica Elizabeth agiu certo ao investir no sistema eletrônico de segurança de seu condomínio, segundo apontam os especialistas na área. E o CFTV talvez seja o equipamento que mais chama a atenção no conjunto de um sistema de segurança. Porém, é preciso estar atento justamente para a necessidade de fazer a integração de todo o conjunto. O consultor Florival Ribeiro costuma comparar o corpo humano aos diversos componentes eletrônicos. A pele é um sensor de alarme; as câmeras são olhos que veem o que está acontecendo; o alarme, de grande importância, vocaliza que algo errado está ocorrendo. “Até há pouco tempo, as câmeras não estavam integradas aos sistemas de alarme. Hoje, com a tecnologia IP, temos até câmeras com sistema de alarme: elas detectam, avisam e rastreiam os movimentos de um invasor, inclusive disparando o sinal”, explica Ribeiro. “Antes, a câmera era um fato isolado. Hoje, ela é um sistema de segurança fundamental para o ambiente que queremos proteger”, completa.

Segundo Marcos Menezes, diretor de comunicação da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), o mercado dispõe de câmeras para aplicações específicas e profissionais, indicadas para perímetros, portarias, entradas de pedestres e veículos, halls, cada uma com características próprias. Uma câmera ideal para ser instalada próxima aos muros do condomínio, por exemplo, dispõe de um software de análise inteligente de vídeo. Ela detecta situações como uma pessoa parada próxima ao muro por um tempo determinado e, conforme sua programação, envia um alarme, inclusive via e-mail ou SMS, notificando a portaria ou a empresa de monitoramento sobre eventuais anormalidades. “Esse recurso é a evolução da detecção de movimento das câmeras mais antigas”, explica Menezes. O equipamento, constata o diretor da Abese, facilita o trabalho dos porteiros, que passam a monitorar pelas imagens apenas as exceções. Florival Ribeiro destaca que, apesar das inovações tecnológicas, o ser humano continua essencial. “A câmera rastreia, grava e avisa do perigo, mas ainda precisamos do homem para resolver o assunto”, diz.

O excesso ou falta de iluminação, outro problema quando se trata de captação de imagens em condomínios, também tem solução com as novas tecnologias. O canhão de infravermelho é a saída para ambientes escuros. “Essa tecnologia é invisível a olho nu, tem durabilidade grande, de seis a oito anos, e ilumina entre 30 e 300 metros de distância. Além disso, não requer manutenção. Ao contrário, o custo de manutenção é alto quando se opta por equipamentos não profissionais, como holofotes”, aponta Menezes, da Abese. Há ainda câmeras com infravermelho integrado, porém, somente indicadas para ambientes restritos, como portarias. “Microcâmeras com leds só servem para guaritas”, orienta Ribeiro. Além das câmeras, é preciso cuidado também ao escolher o sistema de gravação e armazenamento das imagens, observa, por sua vez, Marcos Menezes.

Matéria publicada na Edição 149 de agosto de 2010 da Revista Direcional Condomínios.