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Para o consultor de condomínios e gestor da área de riscos, Carlos Alberto dos Santos, apresentar um AVCB em dia não é suficiente para garantir a segurança do prédio.

Mediante a nova lei estadual que possibilita ao Corpo de Bombeiros a fiscalização dos condomínios no Estado de São Paulo, exigindo o atendimento à legislação de prevenção e combate a incêndio, o engenheiro Sérgio Meira de Castro destaca a importância de haver parcerias idôneas entre síndicos, administradoras e empresas do setor para a execução dos serviços necessários.

Mesmo que alguns condomínios não tenham conseguido ainda tirar ou atualizar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), de renovação obrigatória a cada cinco anos para os prédios residenciais no Estado de São Paulo, os síndicos têm se desdobrado para contratar serviços e obras em atendimento às exigências e deixar o sistema operante.

Durante dez anos, entre 2004 e 2014, o Condomínio Dr. Rubens V. Brito e D. Elza S. Brito, localizado em Perdizes, zona Oeste de São Paulo, deu prioridade a uma taxa de rateio baixa, em prejuízo da manutenção e benfeitorias.

O síndico orgânico Pedro Nagahama é profissional da área de Tecnologia da Informação (TI), por isso não teve dificuldade de entender nem de contratar um “técnico virtual” junto do pacote de manutenção dos elevadores do residencial onde mora, o Condomínio Villandre, localizado na região do Tatuapé, zona Leste de São Paulo.

Há cerca de um ano, a Direcional Condomínios foi conhecer a casa de máquinas do Condomínio Calixto Esperidião, no centro de São Paulo, que havia passado por um incêndio no painel de comandos de seu único elevador, causado por uma forte oscilação da rede elétrica na região.

As duas torres do Condomínio Maresias, localizado em Perdizes, zona Oeste de São Paulo, acabam de receber a modernização total dos elevadores, que envolveu desde a troca do quadro de comando (hoje computadorizado, com inversor de frequência) à reforma completa das cabinas, eliminando-se a diferenciação entre uso “social” e de “serviços”.

Negociação, mediação, cláusulas contratuais específicas (como a avaliação neutra), adjudicação, arbitragem ou o Poder Judiciário são recursos ao alcance do síndico para gerir conflitos de natureza diversa no condomínio, afirma o advogado Cristiano De Souza Oliveira, que atua ainda como mediador judicial e privado.

Notificação, escuta das posições envolvidas, mediação, aplicação de multas, ações judiciais etc.: Inúmeros são os recursos de gestão dos conflitos no condomínio, mas cada medida deverá ser utilizada pelo síndico de acordo com a natureza do caso.

A vida contemporânea é marcada por pessoas cada vez menos tolerantes à frustração, mais focadas em direitos que deveres e mais resistentes “a qualquer esforço de relação que não seja seu bel prazer”, analisa a educadora e psicopedagoga Adriana Fóz, especialista em neuropsicologia e pesquisadora do Laboratório de Neurociência Clínica (LINC) da Unifesp.

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