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No próximo dia 30 de novembro será comemorado o Dia do Síndico, que é o representante legal dos condôminos e dos condomínios, onde adquire e é revestido de poderes como procurador do grupo de moradores para gerir os interesses desta coletividade. Sua função é promover a administração geral e executar as deliberações das assembleias.

No último mês de agosto, foram presas 02 (duas) mulheres que invadiam condomínios e furtaram mais de 100 (cem) bicicletas em diversos prédios na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

No começo do mês de julho passado houve um arrastão num prédio no centro de Santo André, no ABC Paulista. Uma quadrilha alugou um apartamento para promover a invasão. Segundo o Portal G1, o arrastão ocorreu no dia 11/07/2020 e "ao menos dois imóveis foram invadidos durante a ação". "Para facilitar a entrada da quadrilha, um dos integrantes alugou um dos apartamentos, que foi usado como 'escritório do crime'", informou a reportagem.

A ousadia dos marginais tem sido uma constante em suas ações para entrarem nos condomínios com a finalidade de cometerem algum tipo de delito contra seus moradores. Jovens, adolescentes, menores de idade, eles se utilizam dos mais diversos ardis para invadirem os prédios e cometerem os assaltos, inclusive se passando por hóspedes de moradores, entre outros golpes.

Fato este confirmado em uma ação ocorrida no último mês de junho, e que a imprensa veiculou através da notícia "Adolescentes apreendidos faziam pesquisas antes de invadirem condomínios: 'Procuravam nomes chiques', diz delegada" (Fonte: Portal G1, de 19/06/2020). O texto informa que, segundo a polícia, um menino de 16 anos e garota de 15 têm sido responsáveis por crimes em imóveis no interior e na capital de São Paulo.

Diz a matéria: "A Polícia Civil afirma que os adolescentes de 16 e 15 anos, que foram apontados como responsáveis por invadirem e furtarem apartamentos de alto padrão, em Sorocaba (SP), faziam pesquisas antes dos crimes em relação aos nomes das vítimas. Na ocasião, os jovens se identificaram como hóspedes de um apartamento para ter acesso ao condomínio".

Este não é o primeiro caso onde os bandidos enganam os profissionais da portaria e entram nos prédios, pela porta da frente. É importante saber que o porteiro deve ser muito bem orientado para que, antes de tomar atitudes a fim de liberar a entrada de qualquer pessoa no prédio, deve identificar o estranho e certificar-se, realmente, sobre quem é a pessoa e quem está autorizando tal liberação.

Além disso, o colaborador da portaria deve procurar conhecer todos os moradores e ter em mente que ele não pode abrir o portão para quem quer que seja antes de ter absoluta certeza se é condômino ou não, podendo este ser criança, adolescente, mulher, idoso, bem ou mal vestidos.

Outro cuidado a ser tomado é quando o estranho se diz parente ou que está hospedado no apartamento de algum morador, sem que haja a devida confirmação sobre a veracidade do fato. Não podemos nos esquecer que durante a quarentena e, com a obrigatoriedade em se utilizar máscaras de proteção, as identificações devem ser mais rigorosas, para se ter absoluta certeza com quem está se falando, visto que o uso de tal EPI pode dificultar a visualização e identificação por parte do porteiro.

É importante destacar ainda que a portaria deverá manter um cadastro atualizado de todos os condôminos, com dados e fotos de moradores, empregados domésticos, assim como das características completas dos seus veículos, servindo como fonte de consulta para os porteiros. Esta é a época e momento certos para se investir em tecnologia, que deve ser muito bem utilizada, podendo-se dispor de sistemas automatizados como, por exemplo, biometria de identificação por reconhecimento facial e até aplicativos com dispositivos de QR Code para controle e liberação de acessos.

Agindo-se preventivamente e com conhecimento, é que se poderá minimizar esses riscos e dificultar o acesso dos ladrões que querem se aproveitar das vulnerabilidades e fragilidades para fazer os condomínios vítimas de suas artimanhas.


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No final do último mês de maio tivemos, lamentavelmente, mais um assalto ocorrido em condomínio. Uma quadrilha invadiu um prédio na cidade de Uberlândia (MG), passando-se por prestadores de serviço e sendo liberada a entrada por uma criança. O fato foi veiculado pela imprensa da seguinte forma:

Os assaltantes não têm poupado esforços a fim de alcançarem seus objetivos delituosos em condomínios. Usam das mais diversas artimanhas, tendo como seu principal aliado o fator surpresa ou, até mesmo, utilizando-se das mais inusitadas maneiras para enganar condôminos e/ou funcionários. Esses oportunistas estão se aproveitando da atual crise com a pandemia do Covid-19 (novo Coronavírus) para burlarem o controle de acesso dos prédios.

Atualmente, os meliantes não têm poupado esforços para assaltarem os condomínios, quer utilizando artimanhas dissimuladas e com enganação, quer usando de violência planejada para invadirem os prédios e alcançarem seus objetivos delituosos.

Casos de violência na parte externa dos condomínios, muitas vezes de moradores e visitantes rendidos na entrada ou saída dos portões, também podem ser prevenidos por um sistema de segurança da edificação? O tema é analisado pelo consultor da área José Elias de Godoy.

Os arrastões contra condomínios em São Paulo estão diminuindo, algumas quadrilhas foram presas e os próprios criminosos preferem aplicar hoje golpes mais sutis e pontuais, avalia José Elias de Godoy. Oficial da Polícia Militar de São Paulo, consultor de segurança para condomínios e autor de livros na área, José Elias orienta os síndicos a se prepararem para evitar essas armadilhas.

“O ideal é que tudo que envolva segurança seja feita de forma preventiva”