Administradoras

Se um mau síndico consegue levar um condomínio à ruína, que dirá a união de um síndico incompetente com uma má administradora.

"Hoje, com o advento do eSocial, as exigências, que já não eram poucas, tornaram-se muito maiores, assim como as penalidades pelo seu descumprimento. Diante disso, não é difícil deduzir que não convém ao síndico prescindir dos préstimos de uma boa administradora para auxiliá-lo na gestão do condomínio."

A administradora é uma empresa terceira que deve oferecer suporte para a gestão diária do condomínio no que tange à parte dos recursos humanos, incluindo as tarefas típicas de um departamento pessoal (como a emissão de holerites, controle da jornada do trabalho, de férias, de documentos oficiais etc.); ao pagamento de fornecedores; à prestação de contas por meio do balancete contábil; à confecção das pastas de prestação de contas com todas as notas fiscais anexadas; à cobrança das taxas condominiais; ao auxílio na gestão da inadimplência e das cobranças extrajudiciais; à assessoria nas assembleias de condôminos; e à emissão de advertências e multas a pedido do síndico.

"Além das atividades relacionadas ao dia a dia dos condomínios, como convocação de assembleias, emissão de boletos, cobrança e recebimento de cotas condominiais, pagamento de fornecedores e o gerenciamento das obrigações fiscais, as administradoras estão cada vez mais voltadas à necessidade de formatar novos padrões de comportamento e de estimular boas práticas de convivência."

Entrevista com a síndica Maria Helena Teixeira.

A administração imobiliária, tanto de imóveis em geral, como de condomínios e loteamentos, tem sido debatida faz muitos anos em vários segmentos. É desenvolvida multidisciplinarmente por administradores de empresas, contadores, advogados, engenheiros e tantas outras profissões, uma vez que não há requisito formal ou de formação para o desenvolvimento da atividade.

Condomínios que optam pela gestão própria de contas a pagar, folha de pagamentos, encargos, inspeções anuais obrigatórias, entre muitos outros, demandam profissionalização e participação maior dos moradores.

Estima-se a existência de 500 empresas do setor atuando em São Paulo, nem todas filiadas aos órgãos de classe. Dos 25 mil condomínios da cidade, somente 14 mil são atendidos por administradoras vinculadas a essas entidades, que pretendem baixar uma autorregulamentação para a atividade e garantir a prestação de bons serviços.

Siga algumas boas dicas para a escolha da administradora do seu condomínio: