Assista os vídeos da série "Meu Condomínio tem Solução" exibida pelo telejornal SPTV da Rede Globo
Dr. Márcio Rachkorsky, dá dicas para solucionar os diversos problemas e conflitos que afetam a maioria dos condomínios.
‘Meu Condomínio tem Solução’ fala sobre os problemas mais recorrentes.
Especialista tira dúvidas enviadas por internautas e telespectadores.
A convivência em condomínio pode ser difícil. Mais de um terço da população de São Paulo sabe bem disso. Os problemas são diversos, como vem mostrando a série de reportagens do SPTV "Meu Condomínio tem Solução". Nesta terça-feira (8), o advogado especialista em condomínios Márcio Rachkorsky volta a tirar dúvidas enviadas por telespctadores e internautas.
A ideia é tentar buscar soluções para os principais dramas do dia a dia. Desde atos de vandalismo, passando por barulho e cachorros até o cheiro de cigarro e as bitucas jogadas pela janela, os problemas serão abordados e dicas de como lidar com eles serão dadas.
Fonte: SPTV
Vandalismo no prédio atormenta moradores
Sorria, você está sendo filmado! A presença de uma câmera inibe? Você acaba se contendo, fica meio intimidado? Não é o que acontece com alguns moradores em um condomínio do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo.
Imagens flagram um menino que arranca um papel do quadro de avisos e, não satisfeito, ainda aciona o extintor de incêndio sem necessidade; outro jovem risca o elevador. As placas dos números em braile sumiram. O vídeo mostra crianças usando elevador para brincadeiras: uma se segura na barra de apoio, enquanto a outra tenta forçar o amigo a sair, e a porta se fecha algumas vezes. Há flagrante ainda de jovens jogando futebol na parte interna do prédio.
“Isso acontece muito. É vandalismo e, às vezes, molecagem mesmo. O pimeiro passo é identificar quem é o vândalo, qual criança está fazendo isso e advertir o pai, multar o pai e mexer no bolso. Pegar o prejuízo e mandar a conta para o apartamento, para o pai pagar”, diz Márcio Rachkorsky, advogado especialista em condomínios. Os prejuízos podem ser altos, como no caso em que o carro ganhou uma estrela no capô.
A partir desta segunda-feira (24), o advogado especialista em condomínios irá responder a perguntas deixadas pelos internautas no box de comentários. Participe e tire suas dúvidas com Márcio Rachkorsky.
Flagrante pelo curcuito interno
Vandalismo ou molecagem? Os dois são muito comuns em condomínios grandes, onde há muitas crianças e jovens.
Com as câmeras instaladas pela síndica do condomínio do Tatuapé, ficou mais fácil saber quem não está se comportando, mas, e quando não é possível identificar o autor da infração? Foi o caso do furto das mangueiras de incêndio do prédio, levada quatro vezes. Ao todo, já foram gastos R$ 8 mil para a reposição.
“Além do prejuízo no bolso, existe a fragilização completa da segurança porque, se pegar fogo no prédio, não tem equipamento básico, que é a mangueira. Quando as mangueiras são roubadas ou qualquer outra coisa dentro de um condomínio é roubado, a solução é investir em câmeras, fazer um circuito fechado de TV. Aí sim o engraçadinho vai parar de agir”, explica o advogado.
Xixi na escada
E o vandalismo não para nos furtos. Tem morador que faz xixi na escada... “A escada virou o banheiro. Daí tem que parar alguém para limpar a sujeira do fulano. E como a gente nunca sabe quem é, fica por isso mesmo. A gente coloca recadinho no elevador, mas isso não resolve”, conta a síndica, Elisângela Neife.
Sílvia Gorgulho síndica de um condomínio de 10 torres e 4 mil moradores no Jardim Peri, Zona Norte, conta que a câmera flagrou um morador. “Nós temos um cesto entre os elevadores, ele [morador] foi pego de surpresa pela câmera fazendo xixi ali! Só que ele pensou que nós não fossemos descobrir e pela câmera nós pegamos e eu o chamei e conversei. Ele pediu desculpa e pagou uma multinha pra nós de R$ 100.”
Pulso firme
Administrar um condomínio com pulso firme, com advertências e multas, pode resolver muitos problemas, mas, ao que parece, ninguém gosta de receber ordens e seguir regras. Uma sequência de imagens das câmeras de um conglomerado de prédios, na região da Guarapiranga, Zona Sul, mostra os vândalos em ação: um homem arranca o papel do quadro de avisos. Um outro, também. Ele até tenta colocar de volta, mas não consegue e fica por isso mesmo. O pior é um rapaz que arranca e ainda rasga o comunicado.
Entre os absurdos, há um carro foi riscado de ponta a ponta no estacionamento, à noite. O condomínio até tem seguranças que fazem a ronda, mas ninguém viu nada.
“Não é vandalismo por puro vandalismo. É que a minha esposa é síndica e as pessoas devem vingar de alguma punição que deve ter havido aí com eles. Seria muito mais fácil chegar pra gente e dizer qual a insatisfação deles por que se alguém foi punido, é por que fez algo errado. Na realidade, tão cometendo um outro crime”, reclama David de Carvalho, dono do carro riscado.
Barulho
"O barulho, certamente, é o maior responsável por desentendimentos entre vizinhos nos condomínios. O assunto é delicado e polêmico, sobretudo porque os limites e preferências das pessoas são extremamente variáveis, o que torna ainda mais difícil impor regras claras acerca do que é barulho tolerável. Alguns regozijam-se com o cantar dos pássaros pela manhã, ao passo que outros ficam irritados com a cantoria. O latido do cachorro, ainda que durante o dia, é nefasto ao ouvido de alguns, ao passo que outros alegram-se com a manifestação do seu cãozinho. A mãe, orgulhosa ouve o ensaio de violino do filho. Uma verdadeira tortura ao vizinho, que adora ouvir rock. Sem falar dos gritos do casal empolgado no apartamento ao lado, em conflito com o constrangimento da família que, sentada na sala de casa, assiste à novela", diz.
"A verdade é que a poluição sonora constitui grave infração dos deveres de vizinhança, valendo a máxima de que 'todos têm o direito de fazer, ou não fazer, em sua casa o que entender, desde que não cause nenhuma intranqüilidade ou dano ao seu vizinho'. Apelar para o bom senso é sempre a melhor saída. Importante frisar que perturbar o sossego alheio (mediante gritaria, algazarra, abuso de instrumentos musicais, sinais acústicos, dentre outras situações) é crime, passível de prisão simples, de 15 dias a 3 meses, ou multas. Mas quando o barulho é na hora do sexo, tudo fica ainda mais delicado. Afinal de contas, como abordar o tema? Como conversar com o casal empolgado? O segredo é fazer uma abordagem bem humorada, quem sabe até parabenizando o casal por tanta energia e amor, para depois falar sobre o incômodo do barulho, sobre amenizar um pouco, sobre respeitar os vizinhos", afirma.
Fonte: SPTV
Cachorros são alvos de reclamações de condomínio
Os cães estão entre os principais responsáveis por reclamações em condomínios na capital. Em muitos edifícios é permitida a entrada só de animais de pequeno porte, mas será que isso é seguido à risca? E quem acabou de se mudar com seu animal, o que fazer?
Os latidos incomodam muita gente. Problemas com cachorros infernizam a vida de um em cada três síndicos em São Paulo, segundo uma pesquisa da empresa líder em administração condominial no estado.
Em um condomínio no Sacomã (Zona Sul) existem 156 apartamentos e mais de 50 cachorros. A síndica Marta Erhardt Machado conta que os animais são os campeões em reclamações. Por curiosidade, ela também tem seu bichinho de estimação, conhecido como ‘a fera do Sabará’.
“Ele é meio invocadinho. Em casa ele não me dá muita dor de cabeça, mas é um cachorro que desce e se encontrar com outro cachorro ele vira uma fera. Parece um pit bull, mas é um shitsu, é muito fofinho. Um cachorro que é bravo, que não gosta de outros cães”, explica dona Marta.
No prédio dela tem de tudo quanto raça e tamanho. Pequenos, médios e grandes, mesmo que no regulamento do condomínio esteja escrito que só são permitidos animais de pequeno porte, carregados no colo e com coleiras e correntes.
“Isso não traz efeito prático nenhum. Você já pensou um morador novo chegando com cachorro? A gente vai para farmácia, pesa o cachorro para saber se ele é P, M ou G e mais, muitas vezes o cachorro pequenininho incomoda muito mais que o médio. Ele late, faz barulho, incomoda muito mais que um cachorro médio tranquilo, bem adestrado”, contesta o advogado especialista em condomínios Márcio Rachkorsky.
Rachkorsky dá algumas dicas de como se comportar no condomínio. “Ele precisa descer pelo elevador de serviço, quem está com cachorro precisa dar preferência para quem não está com cachorro, raças maiores com guia e focinheira, entrada pela garagem, nunca pela área social. Sempre estar atento caso o cachorro faça alguma sujeira e ter o saquinho para recolher”.
Fonte: SPTV
Cigarro incomoda vizinhos
Na primeira reportagem da série "Meu Condomínio tem Solução", foram mostradas as reclamações contra o cigarro do vizinho. Depois que a lei antifumo entrou em vigor no estado de São Paulo, há nove meses, a tolerância dos moradores diminuiu.
No Tatuapé, Zona Leste, 1.500 pessoas dividem o mesmo condomínio. São três torres, um mega estacionamento e um espaço de sobra. Contudo, apesar do espaço, as reclamações são recorrentes. O jardim com função de deixar o local mais aconchegante sofre com a falta de educação. Os condôminos insistem em jogar bitucas de cigarro pela janela.
Marina Sanches também é vítima desse tipo de mau hábito. Ela não suporta a fumaça do cigarro dos vizinhos. De um jeito bem peculiar, resolveu agir. “Eu comecei a falar alto: ‘Tonta! Fuma mesmo, fuma bastante... Depois você morre de câncer, a fábrica não vem te indenizar’. Comecei a falar alto. Dali uns dias vi bituca jogada dentro de um vasinho e depois na floreira.”
As bitucas viraram um verdadeiro pesadelo e tema para a imaginação fértil da dona Marina. “Cheguei até a pensar que tava entrando gente que fuma quando eu não estava. Olha só! [risos] Aí eu troquei até o miolo da fechadura. Como nada foi resolvido, liguei para a síndica.”
A síndica Elisângela Neife reconhece a dificuldade de punir nesses casos. “Eu recebo ligações falando ‘a minha varanda está cheia de cinzas de cigarro’. Só que a gente não sabe da onde que veio. Então fica complicado. Como a gente vai punir essa pessoa?”, explica Elisângela.
O advogado especialista em condomínios Márcio Rachkorsky dá uma sugestão para esses casos. “A única coisa que o vizinho incomodado pode fazer é quem sabe levar uma garrafa de vinho bater na porta, fazer um brinde, pedir gentilmente que o vizinho manere no cigarro. Quem sabe fume em outra posição para que a fumaça não vá diretamente para sua varanda, para sua janela. É aí é uma questão de diálogo de amizade e tentar sensibilizar o fumante.”
Dr. Márcio Rachkorsky
Advogado, graduado pela PUC-SP, pós-graduado em direito contratual pelo CEUSP, comentarista da Rádio CBN - Programa “Condomínio Legal”, membro da equipe “Chame o Síndico” do Fantástico da Rede Globo, autor do áudio-livro “Tudo Que Você Precisa Ouvir Sobre Condomínios” – Editora Saraiva, membro da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da OAB-SP; Presidente da Assosíndicos – Associação dos Síndicos do Estado de São Paulo, Coordenador do curso “Temas Jurídicos Aplicados aos Condomínios”, da Escola Superior de Direito Constitucional; membro do Comitê Jurídico da AABIC (Associação das Administradoras de Bens, Imóveis e Condomínios de São Paulo), colunista do jornal Carta Forense; consultor do site Portal do Síndico; colunista do site “noticias condominiais”, colaborador e colunista do Jornal do Síndico; colunista da revista “Em Condomínios”; colunista do Sindiconet; Colaborador do Caderno de Imóveis da Folha de São Paulo; colunista do “Guia Qual Imóvel”, Membro do Observatório Internacional de Direito Constitucional; docente do curso de MBA em gestão condominial da Universidade 2 de Julho em Salvador, consultor jurídico do quadro “reunião de condomínio” do Fantástico da Rede Globo.
Fonte: SPTV