Novos condomínios chegam com desafios

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O condomínio administrado pela síndica Mary Brêtas possui duas torres de 18 andares e 223 apartamentos, com unidades de dois dormitórios de quase 50 m2. O prédio é dotado de pequena quadra, churrasqueira, salão de festas, espaço fitness, cozinha e vestiário para funcionários, mas não dispõe de casa do zelador.

Serviços e recreação em condomínio novo de torre única e 208 unidades de tamanhos compactos

Outra novidade do empreendimento são as poucas vagas de garagem, somente 46. Além da escassez de lugar na rua, há apenas um estacionamento privado, num posto de gasolina próximo. Em função disso, a síndica diz que há uma maior rotatividade de moradores, “algumas pessoas acabam desistindo de morar aqui”.

A sua expectativa é que o cenário mude com o tempo, especialmente quando chegar uma estação de metrô a cerca de cem metros do condomínio, prevista na implantação da linha 6 (Linha Laranja, ligando a Vila Brasilândia, na zona Norte da Capital, à Estação São Joaquim, da Linha Azul). “Temos ainda a perspectiva de construção de centros comerciais, portanto, no meu balanço, nossa mudança para cá foi totalmente positiva”, avalia.

Já o MOB Morumbi, empreendimento de torre única com apenas um ano de idade, 26 andares e 208 unidades, localizado na Zona Sudoeste, está em uma região de comércio consolidado e abundância de escolas. O empreendimento dispõe de vagas de garagem para todos, além de espaços de serviço e lazer. Os apartamentos compactos exigiram uma lavanderia coletiva no térreo. Aqui, de acordo com a síndica profissional Roseane de Barros Fernandes, além de pendências relacionadas à garantia com a construtora, sobressaem dificuldades de adaptação de alguns moradores às regras do condomínio, principalmente entre aqueles que nunca tinham vivido antes em apartamentos.

Segundo Roseane, a estrutura construtiva dos prédios novos facilita a gestão do síndico, pois ela disponibiliza shafts bem organizados nos halls dos pavimentos e com previsão de instalação de medidores de água individualizados (Determinada por legislação municipal). Seu ponto negativo fica por conta da “menor qualidade do acabamento das construções e maior incidência de problemas como infiltrações”. Diante deste cenário, cabe aos gestores “saber aproveitar os equipamentos, administrá- los, fazer manutenção adequada e instruir moradores”, resume a síndica profissional.

Matéria publicada na edição - 223 de maio/2017 da Revista Direcional Condomínios

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