Lazer & Esportes

A variedade é imensa e cabe a diferentes orçamentos, tamanhos de espaço físico e configurações dos aparelhos da academia do condomínio: síndicos e moradores dispõem hoje de alternativas bem interessantes para o revestimento da área, atendendo a quesitos como durabilidade, amortecimento de impacto, proteção antichamas e antiderrapante, design e cores.

A instalação de um espaço de fitness compõe a ampla repaginação das áreas comuns térreas do Condomínio Edifício Salto Grande, prevista para 2017.

As academias dos condomínios costumam dispor de esteiras, bicicletas, espaldar, elíptico, estação de musculação, bancos inclináveis, pesos e colchonetes, além de acessórios diversos (bebedouro, espelho, aparelhos de tevê etc.).

Prédio antigo ou novo, pouco importa: a área de fitness dos condomínios entrou de vez na lista dos investimentos mais solicitados pelos moradores.

A prestação de serviços aos condôminos dá o tom da moderna gestão dos empreendimentos residenciais. Ela atinge não apenas condomínios-clube, mas prédios tipo padrão que pretendem melhorar o conforto e bem-estar local.

Um coffee-break marcou em 2015 a inauguração da academia do Condomínio Edifício San Remo, benfeitoria que passou a ocupar a antiga casa do zelador. Com investimento de R$ 22 mil, a síndica Neusa Ortiz garantiu a repaginação do espaço, além da compra dos equipamentos e acessórios, ajudando a atualizar o prédio de 30 anos, situado na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo.

Conselheiro da Sociedade Brasileira de Personal Trainers (SBPT), o profissional Givanildo Holanda Matias revela um dado sintomático do crescimento da importância dos espaços de fitness nos condomínios: atualmente esses empreendimentos respondem por mais de 20% do mercado de trabalho do personal, revertendo o predomínio absoluto que as academias externas exerciam no setor há dez anos. “É uma tendência crescente e mostra que as pessoas buscam cada vez mais praticar as atividades dentro dos condomínios, para ganhar tempo e também segurança”, analisa Givanildo, graduado em Educação Física e coordenador do Programa de Pós-Graduação de Personal Trainer da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo).

O treinamento funcional vem conquistando seu espaço dentro de academias tradicionais e principalmente dos condomínios residenciais, pois sua aplicação não exige grandes espaços e se utiliza de equipamentos alternativos, como kettlebell, corda naval, fita de suspensão, caixa de salto, sandbags, tensores elásticos, além do próprio peso corporal. Isso torna o método mais atraente e motivador, ajudando as pessoas na melhora das funções básicas do seu cotidiano, como subir escadas, sentar e levantar, pegar algo pesado do chão etc.

Uma das áreas comuns mais utilizadas pelas crianças em condomínios, o playground é foco de várias exigências de segurança, que devem ser seguidas especialmente em relação à manutenção e limpeza, incluindo brinquedos e pisos.

As quadras também entram como uma das áreas favoritas do lazer dos condomínios. Utilizadas por uma faixa etária mais elástica, como jovens e adultos, elas exigem programa meticuloso de controle de uso e manutenção. E este deve incluir, além do piso, outros de seus componentes, como a parte elétrica.

Conservação requer pessoa treinada e cronograma próprio. Descuido com o filtro, por exemplo, compromete a qualidade da água e pode danificar a bomba. Além disso, é preciso regulamentar o uso para preservar a higienização.

Os cuidados para se manter o salão de fitness preservado e adequado às atividades de seus frequentadores dependem, em grande parte, da concepção desses espaços. É algo que requer fim aos improvisos.

O tema é sempre controverso e fonte de discussões intermináveis entre moradores e a administração condominial: até que ponto os visitantes, em especial crianças e adolescentes, podem utilizar quadras, piscinas, playgrounds e demais espaços de lazer dos condomínios? O advogado Paulo Caldas Paes analisa, a seguir, os principais pontos relacionados à questão.

Os condomínios-clube entraram definitivamente na paisagem dos grandes centros urbanos, o que gerou nova demanda para as administrações. Afinal, como aproveitar melhor piscinas, quadras, churrasqueiras, espaços gourmet, salas de vídeo, jogos, brinquedotecas, academias de ginástica e até, em alguns casos, a garage band? A dúvida ganha corpo especialmente no período de férias, em que crianças, jovens e adolescentes passam grande parte do dia dentro de apartamentos, entretidos apenas com jogos eletrônicos e a internet. “Até as construtoras estão nos procurando hoje para programar atividades para esses espaços”, aponta Sueli Ribeiro, empresária da área de entretenimento e personal graduada em Educação Física.

A engenheira civil Ana Josefa Severino Pereira resolveu, há cerca de seis anos, encarar um novo desafio: tornou-se síndica do Condomínio Piazza Di Toscana, no Jardim Avelino, zona Leste de São Paulo, maneira que encontrou para ficar mais próxima dos filhos, então muito pequenos. E ao acompanhar o crescimento de Giovanni e Giulianna, hoje respectivamente com dez e sete anos, percebeu que era preciso mexer na área de recreação do edifício para atender melhor aos pequenos e aos maiores. “Tínhamos um único espaço, havia sempre conflito entre eles e somente uma mesa de pingue-pongue, que vivia quebrando e dando custo de manutenção”, lembra Ana Josefa, que resolveu repaginar o ambiente e uma área então aberta. “Criamos espaços diferenciados para cada faixa etária”, diz.

DIVERSÃO PARA CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS

Durante o tempo em que permaneceu como síndica do Condomínio City Park, na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, Maria Cecília Fonseca Genevcius promoveu uma ampla reforma da área comum do local, especialmente nos térreos das suas quatro torres, de dezoito andares. Além de uma sala de visitas, de fitness, da brinquedoteca e de um bem equipado home-theather, Maria Cecília implantou um salão dotado de mesas de jogos de dama e xadrez, de sinuca e carteado, mais o tênis de mesa e o pingue-pongue. “Fizemos uma ampla pesquisa de fornecedores através da própria Direcional Condomínios, porque queríamos produtos profissionais, que não gerassem gastos futuros com manutenção”, relata Cecília, hoje conselheira no condomínio.

Cano, cachorro, criado, carro, crianças. Os chamados cinco “cês” dos condomínios costumam causar polêmicas e atritos na convivência entre os moradores. Mas sempre há caminhos possíveis para trazer paz e tranquilidade para a comunidade, principalmente em se tratando de crianças. Afinal, o que querem nossos pequenos? Espaço para brincar, afirmam até mesmo os especialistas em educação. Para Maria Irene Maluf, pedagoga especialista em Educação Especial e Psicopedagogia, os condomínios necessitam planejar o espaço destinado às crianças. “Além do cuidado com a escolha dos locais, é preciso adaptá-los às questões de segurança, de higiene e definir os brinquedos de acordo com a faixa etária dos usuários, prevendo ainda a manutenção rotineira e a reposição de alguns materiais”, orienta.

COM FOCO NA SAÚDE E AUTONOMIA, TREINOS SÃO MAIS AMPLOS E EXIGEM PLANEJAMENTO

Praticar atividade física na terceira idade não se resume a ocupar o tempo nem a ganhar disposição física para cuidar de netos ou encarar filas de bancos. É questão mesmo de se garantir qualidade de vida, manter o dinamismo a despeito das perdas fisiológicas próprias do envelhecimento, continuar independente e combater a depressão e a perda de sono, afirma o ortopedista Ricardo Munir Nahas, médico do esporte e diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).

Confira o tipo de estrutura, acabamento e desempenho oferecido pelos brinquedos e verifique a toxidade dos materiais utilizados.

É possível atender as necessidades de moradores de todas as idades, com atividades esportivas, festas e espaços que promovam o bem-estar e a melhor convivência.