Crianças

Áreas de lazer amplas, pais muito ocupados e filhos soltos demais: O condomínio deve assumir a tutoria das crianças e adolescentes? O que fazer em casos de agressividade e omissão familiar? Como os síndicos podem distribuir responsabilidades? Confira nesta reportagem dicas valiosas de gestores e especialistas.

Empurrões, esbarrões, bullying, expropriação de brinquedos, humilhações: Como o síndico pode agir mediante os pais de crianças e adolescentes que praticam atos deste tipo nas áreas comuns? A questão é analisada pelo advogado Cristiano De Souza Oliveira, especialista em condomínios e mediação de conflitos.

Falar de crianças hiperativas ou soltas demais nas áreas comuns dos condomínios nos remete a reflexões profundas sobre as diversas mudanças que a sociedade apresenta na atualidade.

O tema é sempre controverso e fonte de discussões intermináveis entre moradores e a administração condominial: até que ponto os visitantes, em especial crianças e adolescentes, podem utilizar quadras, piscinas, playgrounds e demais espaços de lazer dos condomínios? O advogado Paulo Caldas Paes analisa, a seguir, os principais pontos relacionados à questão.

A especialista Sirlândia Reis de Oliveira Teixeira fala, em entrevista à revista Direcional Condomínios, como os adultos devem agir na inserção das crianças nos ambientes coletivos, a exemplo das edificações residenciais. Sirlândia é psicóloga, psicopedagoga e autora de livros sobre a educação através do resgate das brincadeiras e da relação lúdica com as crianças (Leia mais sobre seu perfil ao final da entrevista).

É frequente observar-se crianças a partir de seis a oito anos transitando sozinhas pelo condomínio.

Fonte: Sirlândia Reis de O. Teixeira

Especialistas recomendam aos síndicos tomar iniciativas que favoreçam a integração de crianças, jovens e adolescentes. É uma boa maneira de estimular o aprendizado das normas, implantar a cultura do convívio e diminuir os problemas internos.

As regras são fundamentais para o bom andamento da vida em comunidade, mas tão importante quanto elas é o respeito à natureza infantil e às suas necessidades de entretenimento

Para garantir uma boa convivência com os pequenos condôminos, invista em espaços para brincadeiras e em atividades dirigidas, especialmente nas férias.

Com muito diálogo e participação, além da ênfase no lazer e nos esportes, é possível diminuir os conflitos e garantir uma melhor qualidade de vida no condomínio.