Ricardo Araújo - Edifício Alcantarilla Hills
Profissionalismo gerando economia.
Abaixar a taxa condominial, reduzir a inadimplência e ainda reunir os prédios vizinhos numa associação foram as façanhas do síndico Ricardo Araújo em pouco mais de um ano de administração.
Profissionalismo gerando economia
No comando do Edifício Alcantarilla Hills desde abril de 2004, Ricardo Araújo tinha vários desafios ao assumir. A inadimplência era alta: dos 26 apartamentos, oito estavam em débito, somando uma dívida de R$ 90 mil. O prédio, apesar de ter apenas nove anos de construção, precisava de manutenção. Para piorar a situação, o valor do condomínio, R$ 830, era alto para o tamanho dos apartamentos (106 metros quadrados). Ricardo não teve receio de encarar o trabalho. “Sou dono de uma empresa com 30 funcionários, o que é muito mais complicado do que administrar um condomínio. Hoje, o síndico deve ser profissional e ter um controle financeiro muito grande da situação do prédio”, diz. Como a área comum do condomínio não é grande, Ricardo iniciou a economia dispensando o zelador. Hoje, tem quatro funcionários na portaria e a limpeza, feita por um faxineiro, é terceirizada. Quando um porteiro está de férias, o faxineiro cobre a portaria e a empresa de terceirização entra com mais um faxineiro.
Para atacar a inadimplência, Ricardo buscou a via dos acordos. Ele tomou o cuidado de aprovar os valores em assembléia. Depois de acertados os valores e a forma de pagamento, para cada acordo foi feito um documento jurídico assinado pelas duas partes. No prazo de dois anos ele espera receber todo o dinheiro. Ainda como reforço de caixa, Ricardo foi atrás de alternativas para gerar receita para o condomínio. O síndico sabia que a localização do prédio não favorecia a colocação de placas publicitárias, mas foi se informar sobre a instalação de antena para celular e acabou alugando o topo do prédio para uma empresa de telefonia celular – fechou um contrato de oito anos por R$ 4 mil mensais.
Ricardo ressalta que para todas essas decisões teve o apoio da administradora. “Tinha reuniões quase que semanais com a administradora, e mantinha contato freqüente por e-mail, cobrando a ajuda deles”, explica. Depois de todas essas ações, o valor do condomínio passou para R$520, significando uma redução de quase 40%, e o saldo em caixa é de R$ 35 mil. Para resolver os problemas de manutenção do condomínio – principalmente vazamentos e pintura – Ricardo contratou um empreiteiro de sua confiança que cumpriu um cronograma de obras. “O resultado foi tão bom que ele já está trabalhando em prédios vizinhos”, conta o síndico.
Aliás, o contato com os síndicos vizinhos também pretende render mais economia ao condomínio. A rua do Alcantarilla Hills tem 16 edifícios, com um total de 428 apartamentos. Ricardo iniciou um movimento de reunir os síndicos, visando uma negociação em bloco com fornecedores e maior segurança para o local. “Nossa rua é em formato de U. Dos 16 prédios, 15 aprovaram a instalação de uma guarita em cada ponta da rua, com porteiro 24 horas equipado com rádio comunicador. Foi a nossa primeira grande vitória”, conta Ricardo. 50% do valor das guaritas será rateado igualmente entre os 16 condomínios e os 50% restantes será dividido proporcionalmente ao número de apartamentos por edifício. “Assim, o meu condomínio pagará R$ 680 mensais para inibir a violência. Não é muito, já que esse investimento vai valorizar os apartamentos”, acredita.
A associação de condomínios – que ainda funciona informalmente – pretende gerar muita economia para os condomínios da rua, principalmente na cotação de serviços. “Se hoje meu condomínio paga R$ 150 mensais para manter o jardim, fechando contratos com mais prédios da rua certamente a empresa diminuirá esse valor. Pretendemos fazer o mesmo com outros prestadores de serviços”, esclarece Ricardo.
Matéria publicada na Edição Nº 93 em janeiro de 2005 da Revista Direcional Condomínios
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