Paulo Maccaferri - Condomínio Edifício Stella Solaris

O foco na gestão dos custos e na valorização patrimonial

Os moradores dos 30 apartamentos do Condomínio Edifício Stella Solaris, construído há 25 anos em uma rua agradável do bairro de Moema, zona Sul de São Paulo, região próxima ao Parque do Ibirapuera, ganharam em 2012 uma nova opção para manter a forma e o corpo saudável: o antigo espaço de “um salão de jogos perdido” acaba de dar lugar a uma moderna academia de fitness, para orgulho do síndico Paulo Maccaferri, engenheiro que há dois anos assumiu a função no prédio em que reside.

Também a reforma do hall social do prédio foi concluída, assim como a adaptação de todo corrimão da escadaria interna conforme o desenho exigido pelas normas de acessibilidade. Tudo isso faz parte de um extenso plano de obras, apresentado, votado e aprovado em assembleia de condôminos, já com a previsão de custos correspondente a cada item.

Segundo Paulo, quando se candidatou para esta primeira experiência como síndico, estava em perspectiva a possibilidade de que pudesse desenvolver uma gestão focada na recuperação do edifício e na valorização patrimonial. Até porque, conforme lembra, os equipamentos de uso comum se encontravam muito abandonados. Na gestão anterior a sua, o então síndico promoveu a reforma da fachada, o que levou o engenheiro Paulo, empresário da área, a se envolver mais com o condomínio.

Na lista das intervenções realizadas nos últimos dois anos, estão a construção de uma pequena quadra poliesportiva, o playground, a própria academia de fitness, a adaptação das escadas e a reforma do hall. Entraram ainda na fila dos gastos, a renovação do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e a reforma do refeitório e vestiário dos funcionários, então abandonados. “Estamos atualizando tudo o que a legislação exige”, comenta Paulo. Mas a gestão do síndico não se resume a esse empenho obreiro, senão está voltada a manter o equilíbrio orçamentário, dosando-se uma política de redução de custos com a arrecadação mensal extra de cerca de R$ 350,00 de cada proprietário, destinada exclusivamente ao fundo de obras.

“Quando assumimos, a folha de pagamentos já estava enxuta, e resolvemos não mexer. Mas todos os contratos com fornecedores foram renegociados, entre os quais elevadores, paisagismo, manutenção de bombas e administradora”, relata Paulo. O síndico lembra que foram coletados de dois a três orçamentos por área, para que os contratos pudessem ser refeitos ou renovados com outro fornecedor. Ainda na linha da racionalização dos custos, a atual administração promoveu uma revisão da parte hidráulica no interior dos apartamentos, buscando identificar vazamentos, o que resultou em uma redução de 15% na conta da água. Já na parte elétrica, foram revisados os disjuntores, o centro de medição e a luz de emergência do subsolo, além de ter sido trocada a fiação do térreo.

“A ideia é promover uma melhor gestão dos custos, com uma previsão orçamentária precisa”, observa Paulo. Segundo ele, a taxa condominial foi majorada, para que pudesse se ajustar à realidade e se mantenha estável por um bom período. No futuro, mesmo que novas obras estejam previstas, como a reforma do salão de festas, com a construção de um espaço gourmet (já incluída na dotação orçamentária), a colocação de um gerador e piso epóxi na garagem, o objetivo é que a taxa do fundo de obras diminua substancialmente.

Esta é a receita que o atual síndico encontrou para colocar a casa em ordem, pois as demandas não cessam, tampouco as necessidades dos condôminos, metade dos quais têm filhos pequenos e precisam do conforto e da praticidade que as áreas comuns dos condomínios podem oferecer, se bem planejadas e conservadas.


No Condomínio Edifício Stella Solaris, um plano de obras adotado há cerca de dois anos tem buscado promover a renovação das áreas comuns do edifício, melhorar os equipamentos destinados aos funcionários e garantir a valorização patrimonial


Por Rosali Figueiredo

Seg, 16 de janeiro de 2012
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