Marco Antonio Bastidas - Condomínio Edifício Maranello ''treme-treme''

Missão quase impossível

Muito trabalho e seriedade ajudaram o síndico Marco Antonio a transformar um condomínio descuidado num ambiente agradável e valorizado.


Missão quase impossível


Transformar um condomínio conhecido como "treme-treme" num local seguro e gostoso de se viver foi a dura missão enfrentada pelo síndico Marco Antonio Bastidas. Em maio de 2001, Marco assumiu o posto de síndico do Condomínio Edifício Maranello, no Brás, ciente de que havia muito a ser feito. Afinal, Marco mora no condomínio há sete anos e assistiu à degradação do condomínio. Marcado por uma inadimplência alta e por más administrações anteriores, o conjunto de três blocos chegou a um estado de calamidade, segundo Marco. "O condomínio era uma bagunça generalizada. Ninguém respeitava mais o regulamento interno", conta. Além disso, itens vitais, como elétrica e interfonia, estavam danificados por falta de manutenção.

Antes de ser eleito síndico, Marco já exercia o cargo de sub-síndico. Nesse período, ele passou a cuidar da parte financeira da administração e tinha bem claro tudo o que precisava ser feito para oferecer uma boa qualidade de vida aos moradores. "Fui para a eleição com um programa de atuação, que apresentei na assembléia. Estava pronto para colocar a mão na massa", lembra.

Eleito, Marco agiu rápido. A primeira providência tomada foi a demissão dos 14 funcionários. O condomínio adotou a terceirização na limpeza e na portaria. São registrados pelo condomínio apenas o zelador (que não mora mais no prédio) e dois auxiliares de serviços gerais. "Antes, tínhamos muitos funcionários e não víamos rendimento algum", recorda. Agora, o zelador e os auxiliares respondem por muitas das melhorias já feitas. A pintura texturizada do térreo dos blocos, por exemplo, foi obra do zelador. Os funcionários também cuidaram da troca do piso do térreo dos três blocos, da colocação de spots, espelhos de luz e outros acessórios nos salões de festas. Marco paga acúmulo de função para o zelador e o condomínio está satisfeito com o resultado obtido. E, principalmente, todos estão felizes com o valor da taxa condominial: R$ 140.

Quando assumiu, Marco baixou a parcela (antes fixada em R$ 173, e que já havia chegado a R$ 225 em outras administrações). Na base da conversa e mostrando resultados, Marco estimulou muitos moradores a deixar a inadimplência. Hoje, dos 216 apartamentos, 35 são não-pagantes.
Para conseguir fazer todas as obras que prometeu, Marco precisou administrar muito bem o (pouco) dinheiro do condomínio. Rever os contratos de manutenção ajudou a economizar bastante. O serviço de jardinagem, que custava R$ 300 mensais, agora é uma cortesia da empresa terceirizadora da limpeza.  Enfim, Marco corre atrás de bons preços, porém sem descuidar da qualidade dos serviços prestados. Foi assim com a obra do muro lateral - a mais esperada pelos moradores, já que o condomínio era separado da calçada apenas por pontaletes de concreto, e finalmente concretizada. "Qualquer um entrava no condomínio", lembra Marianita Vicioli Almeida Pina, que atualmente faz parte do conselho. "Muitos moradores nem se davam ao trabalho de abrir o portão para entrar", completa Marco.

As obras continuaram: a instalação de câmeras por todo o condomínio (inclusive nos elevadores) praticamente acabou com atos de vandalismo, os prédios foram pintados, a guarita reformada, o portão da garagem foi automatizado, os abrigos do gás ganharam portas de ferro novas e os halls dos andares receberam sensores de presença. A verdadeira faxina por que passou o Maranello deve continuar. O síndico planeja reformar o playground e a área da churrasqueira e melhorar o piso das garagens. Que ninguém duvide da capacidade de Marco. Afinal, ele já cumpriu tudo o que prometeu, ajudando os apartamentos do Maranello a valorizar. "Cada unidade valia pouco mais de R$ 30 mil. Hoje, chega a R$ 55 mil", afirma.

Legenda - Marco Antonio: o gerente de vendas que é síndico pela primeira vez colocou ordem num condomínio marcado por problemas.


Matéria publicada na Edição Nº 67 em agosto de 2003 da Revista Direcional Condomínios


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